Análises

Análise: Monuments Renovator

A ideia de viajar pelo mundo é boa. Queremos devolver a glória a sítios como a Torre Eiffel ou a Grande Muralha da China. Isso tem um apelo real. Não há relógios a piscar. Não há inimigos a correr atrás de nós. É só olhar para a História. Limpamos a sujidade e arrumamos peças antigas. Mas o Monuments Renovator falha. Não consegue transformar esta boa ideia num jogo em condições.

A boa intenção bate de frente com o trabalho mal feito nas mecânicas. O jogo perde a força logo de início. A culpa é da forma como nos ensina as regras. O tutorial atira muita informação ao mesmo tempo. Não há nenhum sentido de evolução. Ele devia ensinar a trabalhar passo a passo. Em vez disso, despeja textos. Ficamos sem saber como as tarefas se ligam.

Jogabilidade

O coração do jogo devia ser limpar, reparar e arrumar. Há momentos em que o ritmo lento funciona bem. Arrumar peças históricas com detalhe traz alguma satisfação. Fazemos tudo sem pressa e sem pontos a perder. É um processo calmo. É bom para quem quer tarefas repetitivas e certas.

Mas essa calma acaba depressa. O problema é quando temos de mexer no mundo de forma directa. As várias mecânicas parecem coladas com cuspo. Não há uma ligação real entre elas. A física do jogo é muito fraca. Mover coisas ou ajustar paredes fica difícil e desajeitado. As coisas não reagem como deviam.

A situação fica pior na versão PS5 por causa do comando. Usar as ferramentas com precisão num comando exige muita paciência. O próprio jogo não ajuda nada. O trabalho manual devia ser relaxante. Em vez disso, vira uma luta contra a câmara e contra o cursor.

Mundo e história

O motor do jogo é o gosto pelos monumentos do mundo. Começamos numa casa no campo em França. Depois passamos para edifícios gigantescos pelo mundo fora. Isso mantém a curiosidade no ar. Ficamos a querer saber qual é o próximo monumento a arranjar. Dá alguma força para continuar, mesmo quando o trabalho prático corre mal.

Grafismo

Na parte visual, o jogo só faz o mínimo. Os cenários percebem-se bem. As peças históricas mostram o que são. Mas a imagem geral podia ter muito mais trabalho. Falta-lhe detalhe para ser bonito a sério.

Som

O som faz o seu caminho sem dar problemas. Não há músicas para recordar. Os efeitos também não têm nada de especial. O som serve só de fundo calmo enquanto trabalhamos nas obras.

Conclusão

O Monuments Renovator tem uma ideia forte. Pode agradar a quem quer um jogo lento para desligar a cabeça. Mas a física é má. O tutorial é confuso. Os controlos são fracos. Por isso, é difícil recomendar este jogo à maioria das pessoas. Só serve mesmo para os fãs mais duros e pacientes deste género.

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