Gostamos logo da ideia. Comandar uma nave pesada no espaço. Disparar dezenas de canhões para todos os lados. Sublight junta o combate de sobrevivência contra hordas a este cenário espacial. A execução falha. A acção perde a força que uma nave assim devia ter.
Jogabilidade
O ponto mais interessante é gerir os arcos de tiro. Noutros jogos os tiros saem sozinhos para todo o lado. Aqui não é assim. A posição da nave faz a diferença. Podemos pôr canhões de lado para atacar de raspão. Podemos pôr metralhadoras à frente para furar a frota. Isso muda a forma de guiar a nave pelo espaço.
O problema é o ritmo. O jogo pára de poucos em poucos segundos. Pára quando subimos de nível. Pára quando apanhamos uma caixa. Pára para escolhermos melhorias. As pausas acumulam-se. Uma partida de quinze minutos dura o dobro do tempo na vida real. A luta perde a graça. Passamos o tempo em menus lentos a clicar em opções.
Falta peso às lutas. As naves inimigas flutuam. Os tiros também flutuam. Não há impacto visual nem som a sério. Levar um tiro quase não se nota. Chocar contra os inimigos não serve de nada no meio da confusão. O sistema dá-nos armas novas mesmo com a nave cheia. As escolhas no fim deixam de servir para muito.
Ainda assim há muitas naves. Há muitos sítios para pôr armas. Dá para fazer combinações interessantes. Há naves leves com balas e naves com lasers. O modo de jogar muda. O problema é a interface. Não explica bem o que as estatísticas fazem. Não percebemos o dano antes de gastar recursos.

Mundo e história
A história põe o jogador a guiar um couraçado. Lutas contra rebeldes e monstros no espaço. Na verdade o texto é só um enfeite. A acção é o centro de tudo. Os cenários são quase todos iguais. Só muda a cor do fundo. Alguns fundos são claros demais. Não se vêem bem os tiros nem as caixas no ecrã. Faltam perigos no meio do mapa para mudar as batalhas.
Grafismo
O jogo põe muitas naves no ecrã. Põe muitos tiros ao mesmo tempo. A imagem não encrava nem fica lenta. O problema é que se perde a vista quando a luta fica grande. As explosões e os lasers misturam-se num clarão. Não se percebe o que se passa. Não se sabe de onde vem o dano.

Som
O som faz o trabalho simples de dar barulho aos tiros e explosões. Falta-lhe a força necessária para mostrar o tamanho da nave. As armas parecem fracas. Soam como brinquedos. Tiram a graça de disparar canhões enormes contra o inimigo.
Conclusão
Sublight serve para quem quer um jogo simples de naves. É bom para montar armas e gerir tiros num computador fraco. Não serve para quem quer lutas pesadas. Não serve para quem quer sentir o dano. O jogo pára a toda a hora. A ideia de virar a nave para disparar é óptima. A falta de peso e as pausas travam o jogo.

