Análise LittleBigPlanet Vita

Nem sempre podemos achar que o jogo x deveria estar na consola y, até alguns gêneros como o FPS que sempre ficou ligado ao PC está agora presente em todas as consolas sem grandes problemas, no entanto existem alguns jogos que não podemos deixar de pensar que se mudassem de casa encontrariam o seu verdadeiro lar.

Por todas as suas especificidades LittleBigPlanet é um destes jogo. É um excelente jogo na PS3, no entanto é um daqueles jogos que se fosse possível levá-lo para todo o lado seria bem melhor. Apesar de já ter passado por uma consola portátil no tempo da PSP, não possuía as funcionalidades sociais que oferece na PS3, não conseguindo assim atingir todo o seu potencial.

Agora na PlayStation Vita LittleBigPlanet além de ter um aspecto fantástico que se aproxima bastante daquele que LBP2 tem na PS3, consegue também implementar todas as funcionalidades de criação e partilha que estão presentes na consola caseira. Além de tudo isto as funcionalidades da própria consola permitem que mais do que nunca o jogadores sinta que entra realmente dentro do mundo de LBP.

Mais do que nunca um jogo e a consola são um só, o ecrã táctil e painel traseiro permitem empurrar ou puxar blocos e ajudam bastante na criação de novos níveis. Os próprios movimentos da consola movem a cabeça do nosso sackboy, no entanto a jogabilidade na generalidade mantém-se exatamente igual à de LBP na PS3 o que é fantástico. Apesar desta versão vir de mãos diferentes, não há diminuição de qualidade, muito pelo contrário, havendo uma injeção de novas ideias no jogo da Media Molecule.

 Não há nada de muito diferente nesta versão, no entanto tudo parece mais natural. Os Rockets por exemplo podem ser agora guiados pelo nosso dedo tocando no ecrã e o gancho funciona utilizando o giroscópio da Vita. Isto juntamente com o puxar e empurrar fazem de LBP um jogo um pouco mais casual mas também mais natural, sem perder a qualidade da sua jogabilidade. Há molas para puxar que nos impulsionam e até pianos que funcionam. Os autocolantes podem agora ser usados utilizando o ecrã tátil sendo assim muito mais fácil e rápido utiliza-los Tudo isto faz com que o mundo de LBP esteja mais vivo que nunca.

Os níveis que não pertencem à campanha estão mais dinâmicos e com forte influencias arcade. Por vezes é pedido para rodar a consola quando o nível tem uma perspectiva vertical, como por exemplo no jogo que imita o tradicional jogo das toupeiras. Outros níveis têm ainda uma qualidade tão acima da média que têm direito a um planeta próprio, o planeta Arcada, sendo estes mais próximos de pequenos jogos para iOS ou Android do que propriamente pequenos níveis para LBP, possuindo uma série de níveis e pessoalmente realço Tappling por exemplo, um hibrido de Loco-Roco com grafismo ao estilo Limbo.

Desta vez existe uma história em LittleBigPlanet. Salvar Carnivalia é o objectivo do modo estória e não falta até um vilão. LittleBigPlanet já não é portanto um monte de Sackboys aos saltos sem qualquer sentido e tem agora uma estória que liga todos os níveis. O mais importante é que esta estória liga-se de forma perfeita ao mundo de LittleBigPlanet e com Nuno Markl como narrador não se pode pedir melhor. No entanto Sackboy não é propriamente uma grande personagem, é genérico e funciona melhor quando está a vestir o fato de outros heróis  não fala e não tem muita personalidade, mas não deixa de ser uma boa adição.

Há medida que vão passando a campanha novas ferramentas vão sendo introduzidas, mantendo o interesse do jogador, os níveis são longos e dos mais criativos que existem na série e nota-se o cuidado que existiu em tornar cada planeta o mais único possível e criar mecânicas que tornem a jogabilidade de cada um o mais diversificada possível.

O editor está tão poderoso quanto possível, logo se a enorme comunidade que marcou os dois jogos para PS3 estiver presente nesta versão LBP será um jogo ainda mais virado para o que ade vir a ser criado pela comunidade do que pelo que “vem na embalagem”. Para os mais novatos à dezenas de tutoriais que vos irão transformar em verdadeiros designers de níveis e com espaço para 30 podem dar asas à imaginação.

Pontuação: 9.5

Tiago Roque

Comment (1)
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