Análise Anodyne

Depois de uma noite bem interessante a jogar a todo o vapor Anodyne, venho mostrar-vos este jogo que, apesar do seu tamanho ser relativamente pequeno, é algo que nos cola ao ecrã por umas belas e surpreendentes horas. Anodyne é muitas vezes extremamente fácil, não tem muitas falas, e a sua mecânica é relativamente fácil o suficiente para que o consigam dominar em algo como uma hora e meia. Depois de ter terminado este jogo, com a excepção de alguns dos seus segredos mais profundos, com algum cansaço da bela noite passada, mas com a consciência de que este jogo merece uma análise por parte do ComboCaster, sendo assim venho fazer essa merecida análise.

Anodyne é o título de estreia da empresa Analgesic Productions, que têm como programadores Sean Hogan e Jonathan Kittaka que mostram aqui o seu primeiro trabalho. A jogabilidade é muito parecida à do The Legend of Zelda: A Link to the Past, podemos até ir mais longe, dizendo que é um plagio do Zelda, já que tem semelhanças a mais. Tem algumas imagens do jogo Yume Nikki. Mas apesar de tudo é preciso ter muita coragem para fazer este jogo, considerando que foi criado por dois rapazes que nunca tinham elaborado algo que se pudesse chamar de jogo antes.

O jogo começa algo misterioso, já que não apresenta história nenhuma no início, o que nos leva para o seu potencial misterioso. No início da campanha apenas nos aparecem duas figuras sombrias que nos dizem para encontrar uma outra terceira figura sombria, algo que nos deixa sem saber o que fazer. Mas estas figuras sombrias, apenas nos mostram um único caminho, o que vai tornar fácil a tarefa do jogador, já que é apenas necessário seguir esse caminho para compreenderem os objectivos do jogo.

O jogador vai ter que lutar de igual para igual contra sapos que cospem bolhas perigosas, leões que respiram fogo, entre muitos outros, com uma arma extremamente mortífera, uma vassoura. O jogador vai guiar um jovem de óculos chamado Young que explora o mundo do sonho, com o objectivo de derrotar a grande e poderosa entidade do mal conhecida como Briar.

O mundo é a combinação de pequenas cavernas, algumas paisagens urbanas e reinos espirituais, os quais parecem maioritariamente abandonados. De facto, uma das maiores qualidades de Anodyne é a nível do design clássico. Cada nível do jogo requer que a personagem resolva vários enigmas, recupere chaves, evitar armadilhas e lutar contra vilões. No fim de cada nível, como na maioria de jogos deste tipo, encontramos o boss.

anodyne

As batalhas contra boss não são muito empolgantes, já que a maioria deles têm um padrão de dois ou três passos que são fáceis de se perceber e de dominar, muitas vezes consegue-se logo na primeira tentativa.

Neste jogo morrer muitas vezes não é problema já que existem muitos lugares para gravar ao longo do mapa, sendo mais preciso entre quatro e seis lugares, não parecem muitos mas devido ao tamanho realimente pequeno dos mapas, fica com um número considerado.

Ao longo do jogo o jogador vai coleccionando algumas Cards, que têm a como imagens os inimigos que vamos matando ao longo do mapa, assim podemos dizer que as Cards estão de alguma forma relacionadas com os inimigos que iram encontrar ao longo do percurso.

O jogador vai ser levado para um mundo sombrio onde predomina a fantasia, um pouco assustador, onde existem Dark Secrets que são altamente importantes para o jogador consiga completar totalmente o jogo.

Com o avanço das horas em jogo e com o avanço no jogo, esta deixa de ter uma história e uma estrutura tão aliciante para o jogador, a história já era muito pouca, assim podemos dizer que é quase inexistente. Assim após uma pequeníssima história inicialmente esta torna-se muito pouco coerente e quase nula, as peças narrativas dissolvem-se na abstracção, e ficamos algo confusos, com um mundo que acaba por parecer que os criadores trabalharam em sete ou oito RPGs de acção distintos e colocaram-nos todos juntos.

Anodyne2

Apesar da falta de narrativa ou de um tema estético ,isto de alguma forma funciona a  seu favor. É uma mistara de pensamentos dos criadores com a era dos RPGs de 16-bit de acção e com tudo o que teve de bom essa geração.

O som no meu ponto de vista foi adequado ao tipo de jogo, já que varia com o tipo de inimigos que vamos encontrar ao longo do percurso. Na maior parte do tempo houvesse um som bem calmo, o que faz com que o jogo não se torne stressante, isto permite umas longas horas de jogo.

No entanto, com todas estas queixas que ficam no ar, é importante notar que Anodyne é um jogo de boa qualidade, que apenas exige uma certa mentalidade quando se joga. É um jogo relativamente barato, que se encontra disponível na Steam. Podemos dizer que é a compra indicada para quem procura uma aventura desafiadora. Para os amantes de jogos indie não há muito melhor, a jogabilidade é óptima e o grafismo apesar de pixelizado é belo à sua maneira.

7.5/10

Requisitos de Sistema (PC)

Minimum:

    • OS:Windows XP
    • Processor:1.5 GHz, single core
    • Memory:1 GB RAM
    • Graphics:Any
    • Hard Drive:100 MB HD space
    • Sound:Any
    • Additional:This is not a GPU-intensive game.

Recommended:

    • OS:Windows XP or better
    • Processor:(2.0 GHz, single core) or better
    • Memory:2 GB RAM
    • Graphics:Any
    • Hard Drive:100 MB HD space
    • Sound:Any
    • Additional:This is not a GPU-intensive game.

Tiago Roque

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