Análise Highborn

Highborn é um jogo estratégia por turnos com alguns elementos de RPG e que se destaca da concorrência graças ao seu sentido de humor completamente louco. Highborn é como uma metralhadora de piadas, algumas mais secas que outras mas que nos ajudam a relembrar durante todo o jogo que este não deve ser de todo levado a sério. Deixo no entanto o aviso de que algumas piadas são bastante más e prejudicam mais o jogo do que o ajudam.

É um daqueles jogos que além de lançar algumas piadas menos boas, goza consigo mesmo, lembrando o jogador de vários clichés que apesar de estarmos habituados, quando pensamos realmente neles rimo-nos bastante. Quebrando bastantes vezes a quarta parede para o seu humor mostra-nos que ele próprio não se leva muito a sério. Um jogo recentemente aqui analisado utiliza o mesmo tipo de humor com uns resultados um pouco melhores (DLC Quest), mas Highborn compensa com os restantes elementos do jogo.

Graficamente Highborn parece-se bastante com Warcraft III, talvez com melhores gráficos como é óbvio. Há uma forte inspiração do design da Blizzard mas tem bastantes elementos que o diferenciam. O tipo de fantasia é também bastante semelhante ao universo Warcraft, com muitas criaturas semelhantes.

Cada nível começa com um mapa recheado de unidades inimigas e nós apenas com duas ou três unidades. À medida que avançam vamos ganhando aliados que vos ajudam a completar o nível, capturando fortes ou torres e templos. Capturar um edifício dá-nos uma unidade extra que caso morra é reposta dois turnos depois. Não podem assim esperar alguns turnos e simplesmente eliminar o inimigo com um maior numero. Precisam de alguma estratégia.

Obviamente não devem esperar um jogo muito difícil. A quantidade de humor presente no jogo não deixa prever isso sequer. Não é demasiado fácil também, deixando o jogador a sentir-se bastante contente consigo mesmo depois de completar um nível. Está naquele ponto de equilíbrio que todos os jogos deveriam conseguir encontrar.

Há alguma estratégia envolvida para terem sucesso, sendo maior parte dela bastante simples e envolver apenas conhecerem todas as unidades do jogo e o que é que elas fazem.  É importante também saber se conseguem repor rapidamente ou não uma certa unidade. Desta forma conseguem antever que tipo de unidades são dispensáveis e aqueles que têm que tentar preservar ao máximo.

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Nem todos os níveis estão bem conseguidos neste aspecto. Em alguns níveis se simplesmente pegarem em tudo o que têm e atacarem conseguem facilmente ganhar. Estes níveis praticamente resolvem-se sozinhos e depois deixam-nos algo impreparados para os níveis seguintes. Nos níveis mais difíceis precisam de pensar realmente como proceder para capturar edifícios, evitando atacar quando os edifícios estão protegidos por unidades inimigas, o que praticamente duplica o seu ataque.

A interface é simples mas bastante funcional e torna o jogo bastante fácil para os jogadores menos experientes. É tão simples e leve como o restante jogo e ajuda à simplicidade do jogo.

Highborn é um bom jogo e bastante divertido. Não tanto pelas suas piadas, que ao fim de algum tempo já cansam e maior parte nem tem muita piada, mas pelo jogo em si que é bastante competente e divertido de jogar. A história é forte o suficiente para nos manter a jogar e o resto do jogo garante isso mesmo. Obviamente está a anos luz de Might & Magic por exemplo, mas quem estava a espera de outra coisa devia estar louco. O único grande defeito acaba por ser a falta de vozes, o que traria o humor para um nível superior.

8/10

 

 

Tiago Roque

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