Análise Fuel Overdose

Os jogos de combate de veículos são reconhecidamente um género cheio de falhas. O melhor do jogo do género, Twisted Metal é óptimo mas é também a prova do que melhor se consegue fazer. Fuel Overdose está longe se ser tão bom como Twisted Metal, muito longe realmente. É um jogo que pouco mais é que aborrecido, apesar de ter até boas ideias, simplesmente nenhuma delas funciona realmente. Em Fuel Overdose começam por escolher uma personagem, cada uma tem os seus pontos fortes, como velocidade máxima por exemplo e uma habilidade única.

Como todos os jogos do género existem armas. Algumas mais tradicionais como minas e metralhadoras e outras um pouco mais originais como um gancho por exemplo que pode ser usado nas curvas para nos dar um pequeno “boost” de velocidade. Durante as corridas irão ganhar dinheiro para melhorar o armamento e comprar munições. 

As ideias podem até estar lá e certamente os seus criadores tinham boas intenções. Infelizmente tudo isto não foi bem implementado e os problemas são muitos. O primeiro problema é bastante óbvio e deparamos-nos com  ele logo na primeira corrida. A câmara simplesmente não funciona. Apesar da perspectiva vista de cima aqui a câmara move-se o que torna por vezes impossível ver algumas curvas por exemplo.

Outro problema é a jogabilidade. Os carros têm uma jogabilidade estranha e parecem flutuar na pista, sem qualquer peso o que torna quase impossível realmente prever se vamos ou não conseguir fazer uma curva. Como se a jogabilidade não fosse problema suficiente, sempre que somos atingidos o carro torna-se praticamente impossível de controlar e é aqui que notamos outro problema. A IA joga por regras diferentes, enquanto que com poucos danos o nosso carro perde por completo o controle, os carros adversários não sofrem do mesmo problema.

Isto poderia ser um problema se a IA fosse inteligente o suficiente para não tentar fazer maior parte das curvas a direito. Os veículos adversários também parecem ser completamente incapazes de usarem todas as habilidades. Podem utilizar a metralhadora de vez em quando mas o gancho ou minas parecem estar completamente fora do seu alcance.

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Para resolver isto existe um suposto modo online. Digo suposto porque para que um modo multijogador online era importante existirem outros jogadores com quem jogar e a realidade é que é como encontrar uma agulha num palheiro. Penso que quando realmente se conseguir entrar num jogo este irá funcionar melhor que contra a IA, mas isso foi impossível.

Os modos para um jogador são variados, pelo menos em nome porque no geral todos irão envolver correr com um carro nas mesmas pistas. Existe o modo Free Race, Challenge, Story Mode e Championship Mode.  O modo história é simplesmente ridículo, com uma história para cada personagem e tanto o Free Race como o Challenge não trazem realmente nada de novo, no entanto o Championship Mode tem provavelmente uma das piores decisões num jogo de corridas. Neste modo irão correr uma série de corridas e como em todos os jogos de corridas vão ter que ficar em primeiro no fim, mas aqui há um pormenor que destrói por completo o jogo. Se ficarem em pior que quarto lugar numa das corridas, vão ter que começar tudo de novo,  que não faz qualquer sentido.

Fuel Overdose é um jogo com boas ideias, mas no final não passam de promessas, nenhuma delas. É um jogo que se torna aborrecido por causa a burrice da IA, ao mesmo tempo que irritante porque somos sempre mais fracos que ela. Os modos online são completamente inúteis porque não existe ninguém com quem jogar e os modos para um jogador não são inovadores e um deles é completamente mal pensado. Graficamente é pobre e o som é bastante genérico. Não há nada realmente que possa recomendar aqui.

4.5/10

Tiago Roque

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