Análise Generation of Chaos: Pandora’s Reflection

Pandora’s Reflection é um jogo de estratégia em tempo real com alguns elementos de estratégia por turnos. Tem como palco Hades, um lugar inóspito, onde os pobres são oprimidos e uma chuva cinzenta maligna cai do céu e lentamente enfraquece os seres vivos durante toda a sua existência, culminando com a sua morte. As pessoas vivem com medo, tanto da chuva cinzenta como dos homens corruptos, os ricos do mundo, um pouco como o nosso mundo com a adição de uma chuva.

A história gira em torno de um jovem alquimista chamado Claude e sua irmã Yuri. Yuri foi infligida com uma maldição que lhe inflige uma dor constante. Claude usa os seus poderes de alquimia para criar medicamentos para ela, e os dois viajam pela terra em busca de um ingrediente bastante cobiçado, snowdrops.

As batalhas são em tempo real, os jogadores movem um cursor para escolher diferentes unidades e locais para interagir com eles. Cada lado começa com uma base que irá permitir aos jogadores lançar unidades. Depois de uma unidade é lançada, o jogador pode, então, dar-lhe ordens para se mover no mapa. Se uma unidade amigável é se move para um inimigo no campo de batalha, uma luta começa. A cena de batalha é um híbrido entre um jogos acção e um jogo rítmico. O jogador deve tentar acertar nas teclas que vão aparecendo no ecrã e carregar no momento certo irá infligir mais danos. Antes de cada batalha, o jogador pode escolher uma arma equipada.

Depois de um ataque, a unidade do jogador ou a unidade inimigo é empurrado para trás. Um círculo aparece em torno do inimigo, e se outra unidade inimiga estiver dentro desse círculo, o jogador pode iniciar um segundo ataque gratuito. Um colocação adequada das personagens podem oferecer numerosos ataques e uma grande vantagem.

Capturar pontos no mapa pode oferecer conversas especiais que podem resultar em encontrar uma nova arma ou armadura. Há também locais especiais que permitem que aos jogadores despachar mais unidades. O inimigo pode capturar esses pontos também. Há também armas no mapa que podem ser capturadas para danificar inimigos fora da batalha.

Claude também tem uma habilidade única que lhe permite convocar guardiões e criaturas para alterar o fluxo de batalha. O jogador pode usar esta habilidade a qualquer momento do mapa para uma variedade de efeitos. Podem encher o medidor desta habilidade com a recolha de cristais. Esta habilidade pode facilmente virar a maré da batalha.

generation_of_chaos_pandoras_reflection_jp_screenshot_08

Depois de cada luta, os membros da party do jogador recebem pontos de experiência e pontos de alquimia que podem ser usados para melhorar as armas e subir o nível das personagens. Qualquer armadura ou armas que o jogador não queira podem ser trocados por pontos de alquimia. Outras batalhas também estão disponíveis para os jogadores para subir de nível entre as missões da história.

Pandora’s Reflection é impulsionado pela narrativa. Quando não se está no campo de batalha, o jogador vai ler as falas da história e detalhes da trama através de diálogo e algumas cutscenes. É uma história divertida durante maior parte do tempo, apesar de alguns típicos estereótipos dos RPG japoneses.

O capitulo gráfico não é o melhor aspecto do jogo. Muitos sprites lembram a era 16bit, mas a arte estilo anime das cutscenes e diálogos mostram-nos aquilo que realmente deveríamos estar a ver. Se o grafismo é fraco, a restante arte é óptima. Infelizmente uma coisa não compensa a outra.

generation-of-chaos-pandoras-reflection-2-e1361207302525

O combate é simples de entender e jogar. Posicionar as unidades é a parte mais importante do combate e aprender a jogar bem irá ser bastante recompensador. Ao contrário de Fire Emblem, o jogo raramente fica muito difícil. Na verdade, ele pode ser até demasiado fácil para alguns jogadores. Mas talvez a simplicidade trabalhe a seu favor e o faça um jogo bastante mais divertido. Aumentar a dificuldade tornaria-o simplesmente frustrante.

Generation of Chaos: Pandora’s Reflection surpreendeu-me pela positiva. Depois de não pegar numa PSP, ou num jogo PSP uma vez que podem jogar PSP na Vita, à alguns meses não estava à espera de um jogo desta qualidade. É um jogo divertido, com boas mecânicas e uma história bem contada. O único defeito é mesmo o grafismo, mas isso prejudica de alguma forma o jogo? A verdade é que não.

8.5/10

Tiago Roque

Leave A Comment