Análise Pokémon Mystery Dungeon: Gates to Infinity

Comparada com a série Pokémon normal, Mystery Dungeon tem sido bastante mais discreta. Há algo nos jogos normais que a série Mystery Dungeon não consegue realmente acompanhar. O coleccionismo é um dos maiores atractivos da série principal, juntamente com a exploração, algo que não é tão evidente em Mystery Dungeon. Não há realmente muitas semelhanças entre as duas séries. Em Mystery Dungeon não controlamos um treinador mas sim um grupo de Pokémons, e podemos recrutar outros sendo a estrutura bastante próxima à de muitos RPGs. É bastante semelhante com um dungeon crawler, com muitas masmorras para explorar, itens para recolher e Pokémons para recrutar.

Este é o nono jogo da série e o primeiro impacto é óptimo. O grafismo é fantástico e aumenta bastante esse primeiro impacto, as masmorras são vastas e as personagens simplesmente adoráveis. É talvez das melhores aparições de alguns Pokémons, fielmente recriados em 3D e com animações fantásticas que nos deixam realmente ansiosos por um jogo da série principal com um grafismo semelhante. Infelizmente nem tudo é o que parece e o resto do jogo não é tão fantástico como este inicio deixaria antever, mas podem ficar descansados pois é um bom jogo.

Muito semelhante aos seus antecessores, o jogo começa com uma espécie de sonho em que ficamos saber que a nossa personagem é um humano que é enviado por algo para o mundo dos Pokémon para os salvar de um grande mal. Ao contrário dos outros jogos da série, em Gates to Infinity podem escolher o Pokémon com que querem começar, assim como o vosso companheiro de aventuras. Podem escolher entre Snivy, Tepig, Pikachu, Oshawott e Axew. Depois de escolher Pikachu, o que qualquer fã do anime gosta de fazer, escolhi Tepig e a aventura começou.

A aventura começa numa pequena cidade chamada Post Town e a primeira história coloca-nos a combater uns mal feitores que enganaram o nosso pequeno grupo ao mandá-los recolher cristais numa das masmorras da zona em troca de uma casa mas sem realmente querer construí-la. O companheiro que escolherem, Tepig no meu caso, quer construir um paraíso para os Pokémon e comprou uma vasta zona para o construir. O mundo dos Pokémon parece estar a passar por uma má fase, com muitos acontecimentos estranhos a acontecerem e com os amigáveis Pokémons a começarem a ser malvados e de pouca confiança, um tema comum durante os diálogos.

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O jogo é realmente similar com muitos dungeon crawlers. Irão ter uma missão ou quest que implica geralmente ir até uma das masmorras e jogá-la até ao fim. Se nunca jogaram nenhum jogo da série irão gostar ainda mais do inicio. As primeiras masmorras são divertidas e não sofrem do desgastes que existe mais para a frente no jogo. Esse é realmente o maior problema do jogo e aquele que irá desapontar mais os fãs da série. Não existe realmente muita variedade nas masmorras, o que basicamente destrói muito do potencial que este jogo poderia ter.

O combate é por turnos, no entanto quando não existe nenhum inimigo próximo irão-se mover normalmente tal e qual como nos jogos Pokémon da série principal. Quando realmente aparece um inimigo em jogo então irão notar que se trata de um jogo por turnos. Sempre que se movem ou atacam, passa  a ser a ver de um inimigo ou companheiro fazer algo. Para atacarem é sé carregar  na tecla L e escolher um dos quatro ataques que vão escolhendo durante o jogo. Tal como na série principal cada Pokémon pode apenas saber quatro ataques e sempre que sobem de nível e aprendem uma habilidade nova vão ter que esquecer uma das antigas.

Continua a ser divertido coleccionar novos companheiros Pokémon ao nosso grupo, mas há ainda outras razões além dessa que desculpam um pouco o falhanço na variedade. O grafismo principalmente é fantástico. As texturas e a arte são deslumbrantes e com o 3D ligado então é um dos jogos com melhor aspecto na portátil da Nintendo. Tudo isso está ainda brilhantemente animado, o que com o colorido grafismo cria um jogo bastante belo. Os efeitos dos ataques são também das melhores da série e como já disse deixam-nos realmente ansiosos por ver como será um jogo da série principal na 3DS.

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Gates of Infinity tem ainda uma série de inovações que são mais indicadas para os jogadores mais novos como uma que usa a câmara da 3DS. Utilizando a câmara os jogadores têm que tentar encontrar objectos circulares naquilo que os rodeia para “capturar” portais. Utilizando estes portais podem depois entrar em outras masmorras. Infelizmente isso não ajuda muito a falta de variedade destas. Se tiverem com quem jogar existe ainda a possibilidade de jogarem com um amigo por wireless.

Existe ainda o modo companion. É um modo simples que podem usar sempre que não estiverem numa masmorra. Neste modo podem jogar com um dos Pokémon que recrutaram e fazer algumas missões. O modo multijogador wireless é bastante semelhante ao modo companion.

Pokémon Mystery Dungeon: Gates to Infinity é um bom jogo em muitos aspectos, mas a falta de variedade nas masmorras juntamente a uma história que promete sempre mais do que acaba por oferecer faz com que Gates to Infinity seja pouco mais que um bom jogo. É divertido mas não é um daqueles jogos que os jogadores gostam de gastar horas e horas. Com um pouco mais de variedade podia ser realmente um jogo fantástico, pois com o grafismo que é mostrado, se o jogo deixa-se os jogadores ansiosos por ver que tipo de masmorra iria aparecer a seguir imagino como seria um jogo muito melhor. Infelizmente isso não acontece, ficando os jogadores com muitas zonas que parecem exactamente iguais.

7/10

Tiago Roque

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