Análise Black Rock Shooter The Game

Como jogador gosto de jogar praticamente de tudo. Isso faz com que não seja o melhor em quase nada mas gosto de experimentar todo o tipo de jogos, mesmo os títulos japoneses mais esquisitos. Muitos dos jogos que gostaria de experimentar não chegam ao nosso território, algo que tem vindo a mudar com o trabalho fantástico da NIS America, que torna possível que jogos como Black Rock Shooter The Game  chegue até nós. Se por um lado é um tipico jogo que apela apenas a minorias, o facto de ser lançado para uma consolas em vias de extinção aumenta ainda mais a improbabilidade do seu lançamento se não fosse a NIS.

Black Rock Shooter é um franchise japonês baseado em personagens criadas por Ryohei Huke. Deu origem a uma musica bastante popular e mais tarde a uma OVA, um anime, manga e agora um jogo. A história segue uma rapariga de cabelos negros e um olho azul flamejante. Passa-se no ano de 2032, no qual a humanidade está em perigo de deixar de existir, sofrendo derrota atras de derrota nas batalhas com uns invasores alienígenas, acabando por a humanidade ficar reduzida a doze humanos. Numa ultima tentativa esses humanos tentam acordar uma arma humanoide, de nome Black Rock Shooter, sendo essa a tal rapariga de cabelos negros e a unica esperança da humanidade.

A história é um ponto forte, apesar de poder parecer um pouco cliché à primeira vista, algo que cedo percebemos não ser o caso. No entanto a história poderia ser um pouco melhor contada no jogo. O potencial estava lá mas não foi tão bem aproveitado como poderia.

Em termos de gameplay é um jogo bastante simples, com uma organização bastante sequencial por níveis, que são eles próprios bastante lineares. O objectivo é normalmente ir de X a Y eliminando todos os inimigos que apareçam pelo caminho. Para cortar um pouco a monotonia existem alguns níveis de mota. É uma experiencia que vai ser familiar a praticamente todos os jogadores, mas está longe de ser algo muito original.

O ponto mais forte de Black Rock Shooter The Game é o combate. Podemos definir este titulo como um RPG de acção, em que o tempo de reação é o mais importante. É preciso evitar os ataques inimigos e atacar na altura certa, algo que parece simples mas tem bastante profundidade, algo que não é aparente desde o inicio do jogo, mas que se vai tornando à medida que vamos ganhando mais habilidades. Tudo o que vamos aprendendo durante os níveis é preciso colocar em pratica nos bosses, que oferecem um ótimo desafio e precisam de variadas táticas para derrotar.

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Além das missões principais existem algumas missões secundárias. Existem as missões livres que nos permitem desbloquear arte, musica, rever algumas cutscenes e subir o nível da personagem. Depois de chegarem ao fim do jogo irão desbloquear também algumas novas missões que irão permitir-nos ver o final alternativo. Não é de todo um jogo longo, mas as cerca de 10 horas que demora a completar são suficientes para este tipo de jogo.

Tratando-se de um jogo para PSP não devem esperar o melhor grafismo possível. Está longe de ser um jogo visualmente atual e mesmo no panorama da PSP não é o melhor, sendo mesmo mediano. Felizmente a componente audio compensa bastante as falhas da componente visual. As vozes japonesas são bastante boas e a musica ótima. A falta de vozes ocidentais é compreensível e  pessoalmente fico grato pela NIS ter trazido este jogo até ao nosso território.

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Se já conhecem Black Rock Shooter na forma anime ou manga e gostam de jogos, então este jogo pode ser para vocês, no entanto quem não tem qualquer ligação ao franchise pode não ter muitas razões para comprar este jogo. É datado, curto e com algum potencial mal aproveitado na história. É um pouco salvo pela jogabilidade, mas isso não é suficiente para fazer muitos jogadores investirem neste jogo.

6.5/10

Tiago Roque

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