Análise Wonderbook: Diggs Detetive Privado

O relativamente recente acessório da Sony recebeu um novo titulo, Diggs Detetive Privado. Para saberem mais sobre o primeiro jogo para o Wonderbook podem ler a nossa análise ao Livro de Feitiços aqui. Assim, depois de visitar o universo de Harry Potter, vamos agora conhecer Diggs e a sua aventura de detetives.

Ao contrário do Livro de Feitiços, o foco aqui recai mais sobre o livro, Wonderbook, em si e menos no comando PlayStation Move, aproximando Diggs muito mais a um livro interativo que  titulo anterior. O público alvo continua a ser bastante jovem, algo que se nota principalmente na dificuldade do jogo. O publico infantil é realmente quem aproveita melhor o jogo, pois a falta de dificuldade pode aborrecer mesmo as crianças mais velhas.

No entanto esse é provavelmente o seu único problema. Como o publico alvo é bastante jovem era importante a localização do jogo para território nacional. Apesar de o jogo por si já não ter muito texto para ler, o que já é importante para o seu publico, há um bom trabalho de vozes portuguesas.

Os jogadores irão seguir a história de Diggs, uma minhoca detetive que está a trabalhar no caso da morte de Humpty Dumpty do muro abaixo, mas tudo se complica quando Diggs é incriminado pela morte do seu melhor amigo. A história é bastante infantil em muitos aspectos mas tem um “charme Disney/Pixar” que acaba por se tornar engraçada até para os mais graúdos. O jogo passa-se na cidade À-dos-Livros. Uma cidade populada pelas personagens dos contos mais conhecidos dos mais novos como o Robin dos Bosques ou os Três Porquinhos, mas todos eles com uma história bastante diferente daquela que conhecemos.

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Como pode então o livro ser o próprio comando é a pergunta que fica no ar. Para ajudar Diggs os jogadores irão ter que rodar o livro por exemplo, ou incliná-lo e semifecha-lo. Como o cenário é mostrado por cima do livro, rodá-lo irá permitir ver o cenário por outro angulo e assim descobrir o que está do outro lado e oculto à primeira vista. Coisas como conduzir um carro são também feitas com o livro, tendo o jogador que inclinar o livro para virar o carro. Alguns puzzles por outro lado necessitam que se semifeche o livro para unir partes do cenário.

Este é um dos jogos mais intuitivos que tive a oportunidade de jogar. Todas as ações que fazemos com o livro são brilhantemente reconhecidas e tudo o que o jogador precisa de fazer vêm realmente rapidamente à cabeça. Alguns podem dizer que a interatividade é limitada porque está reservada ao livro, mas isso não podia estar mais longe da realidade.

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Algo que também surpreender bastante em Diggs é a qualidade do grafismo e animação. Obviamente não é um jogo de topo, mas tendo em conta que é um jogo de realidade aumentada, é realmente surpreendente a sua qualidade. Ver as personagens a moverem-se pelo cenário criado por cima do livro é algo de fantástico.

Diggs pode ser um pouco infantil mas isso não retira nada à sua qualidade. É um jogo bastante interativo, divertido e dos mais intuitivos que joguei até hoje. É sem duvida um jogo que as crianças vão adorar e os pais que as acompanharem na aventura não se vão aborrecer muito. A dificuldade, ou melhor, a falta dela,  pode ser realmente um problema, mas não acho que isso afete tanto o jogo como poderia caso este fosse maior. Dado que é uma aventura relativamente pequena e o preço é apelativo, recomendo realmente Diggs como prenda aos mais novos.

8/10

Tiago Roque

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