Análise Citadels

Citadels chegou como uma surpresa. Não me lembro de ver qualquer tipo de anuncio ou imagens do jogo antes do lançamento, algo que normalmente não é bom sinal. Como se a sua chegada à Steam não fosse surpresa suficiente, a completa falta de qualidade do jogo final foi ainda uma maior surpresa. Mesmo que o jogo não bloqueá-se praticamente de meio em meia hora, não existe qualidade em nenhum dos seus componentes.

A campanha cidadelas tem como plano base a lenda do Rei Arthur, apesar de eu ainda não ter percebi bem onde. Muito do que vou dizer nesta análise vem do que está na página Steam do jogo e do que é dito no website oficial, uma vez que o jogo não é de todo estável praticamente ainda não consegui sair da primeira missão, uma vez que o sistema de save também não é propriamente bom. Aliás, ainda não consegui gravar.

Depois de uma cutscene sem qualquer qualidade que inicia o jogo, podemos jogar um pequeno tutorial. Infelizmente se tiverem os mesmo problemas que eu não vão sair dele. O tutorial em si é bastante claro e mostra-nos por exemplo onde e como construir uma torre, mas não onde construir a pedreira e mina de ferro. Nenhum desses locais são particularmente óbvios. Infelizmente o jogo sem sequer nos avisa que estamos a fazer algo mal. Deixa-nos continuar como tolos a colocar edifícios nos sítios errados e apenas não avança no tutorial, como que a rir-se do jogador.

Apenas por pura sorte vão conseguir encontrar os locais para colocar os edifícios que o tutorial obrigava a construir. Mas o problema não fica por aí, aliás começa por encontrar os edifícios em ícones que são tudo menos óbvios. Com excepção do ícone que abre os edifícios defensivos a maioria dos ícones são no mínimo pinturas abstractas que nada têm a ver com o edifício em questão. Mais cedo ou mais tarde acabamos por encontrar qual ícone constrói o quê, mas apenas com tentativa erro.

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Uma vez que construírem todos os edifícios necessários para uma economia básica, devem começar a pensar nas vossas defesas. Adquirir soldados básicos e arqueiros pode ser feito facilmente através do envio de camponeses para os campos de treino adequados. Mas na realidade não é preciso ter muita pressa, uma vez que IA inimiga não apresenta qualquer ameaça. Não tem qualquer senso de estratégia e pouco mais faz que enviar uma ou duas unidades esporadicamente que não apresentam qualquer perigo.

Uma vez construídos os edifícios básicos, um sistema inteligente permite que possam facilmente adicionar uma entrada em qualquer lado, assim como catapultas e balistas que podem ser automatizadas para a defesa. Mas como toda IA do jogo, estas são tão inteligente que atacam inimigos mesmo que estejam por baixo delas, o que acaba por danificar mais as nossas estruturas que o inimigo. Mas depois de jogar Citadels durante um bocado já nada disto me espantava.

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Não há nada no jogo que valha a pena. As mecânicas básicas de RTS são fracas e apesar de alguns dos edifícios estarem relativamente bem concebidos, o grafismo é do pior que vi nos últimos anos. Chega ao ponto de não se conseguirem distinguir os nossos camponeses do terreno. Não faz qualquer sentido alguém ter achado que este jogo estava pronto para ser lançado. É normal ver sombras de edifícios que não existem por exemplo. Mas isso não quer dizer que o jogo corra perfeitamente. Mesmo sendo fraco em termos técnicos, não consegue correr de forma estável.

Não há muito mais para dizer sobre um jogo que me fez lembrar por breves segundos Stronghold, apenas para me relembrar o bom que ele é comparado a Cidadels, mesmo tendo mais doze anos. Se Cidadels conseguir resolver os seus problemas para pelo menos deixar avançar no jogo podem aumentar um dois pontos a esta nota, mas nunca deixará de ser um jogo medíocre.

2.5/10

Tiago Roque

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