Análise Gimbal

Gimbal é um space shooter frenético, trazido pela produtora 8888888 Labs e embora o conceito de jogo não seja propriamente novo, especialmente depois do moderado sucesso de S.P.A.Z ( Space Pirates and Zombies), que se enquadra como uma luva no mesmo género, consegue mesmo assim trazer algumas novidades interessantes.

Assim que disparei este jogo, vi que não podia jogar single player. Gimbal é um jogo somente multiplayer online, apesar de termos a possibilidade de fazer um servidor privado e jogar com bots, mas obviamente que não é a mesma coisa. De seguida, e como faço regularmente cada vez que jogo um jogo pela primeira vez, fui configurar (tentar neste caso) os controlos de jogo e foi quando me deparei com a principal, e mais interessante característica de Gimbal, mesmo antes de ter entrado num servidor: o Hangar.

Foi somente neste Hangar que eu pude editar os controlos, e de uma forma muito peculiar esta foi a opção mais simples que eu encontrei aqui. O Hangar serve para personalizar as nossas naves de uma forma massiva. Desde o layout das naves, pequenas, grandes quadradas ou triangulares até às mais pequenas peças como motores diferentes, armas diferentes, lasers, misseis teleguiados ou sistemas de stealth e tudo isto terá impacto no movimento e jogabilidade das naves.

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Os controles podem ser alterados escolhendo por exemplo o motor esquerdo e associar uma tecla a esse motor, depois o motor direito e associar, e assim sucessivamente, caso queiram ter mais do que dois motores, o que é possível com este nível de personalização extremo. É claro que no inicio temos acesso a poucos items e peças para as naves pois temos de jogar e subir de nível ao matar inimigos para ir desbloqueando novos items.

A jogabilidade é muito intensa, pois como é baseada física das naves. Basta uns tiros de lazer para explodir um dos motores e ficamos a andar muito mais lentamente, mas se o inimigo nos acertar na arma, ficamos sem maneira de disparar. Tudo isto ao longo de mapas enormes que se assemelham a porções de espaço. Cada equipa tem uma espécie de nave mãe em cada lado do mapa sendo que esta serve para nos rearmar e curar danos e podemos ganhar pontos ao destruir naves inimigas ou ao atacar a nave mãe.

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Infelizmente nem tudo é perfeito em Gimbal pois o jogo é bastante desequilibrado. Não existe nenhum matchmaking, o que faz com que um jogador novo, com uma nave terrivel tenha de jogar com uma série de jogadores com as naves completamente equipadas com misseis teleguiados por exemplo, o que resulta em uma hora em que não fazemos mais nada do que ver a nossa pobre nave a ser explodida vezes sem conta e sem nos podermos praticamente mexer sem ser atingidos. Para além disto, para conseguir peças novas é preciso jogar, mas jogar muitas horas seguidas, é um grind tão intenso que mais faz lembrar o dos MMOs.

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Mesmo assim é um jogo muito interessante, com uns belos gráficos, e a opção de personalizar as naves é muito completa, tão completa que acredito que os mais aficionados neste género ficarão mais tempo a personalizar naves do que a navegar com elas. O único problema é que os novos jogadores se vão sentir intimidados com o grind excessivo  para poder competir nos servidores, de maneira que apesar de ser um jogo muito interessante, é só para fãs incondicionais de shooters espaciais.

7/10

Tiago Roque

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