Análise: FATE

Os jogadores de Diablo II tiveram que esperar anos para um novo jogo da série e durante esse tempo poderam experimentar alguns “clones”. Dentro dessa lista FATE é muito provavelmente um dos melhores. A história é bastante simples e o jogo é bastante leve neste aspecto. Mas quem é que joga este tipo de jogos pela história mesmo? O importante aqui são as dungeons, inimigos e loot, bastante loot.

Depois de uma cutscene inicial é dado ao jogador um objectivo. Esse objectivo envolve um inimigo que precisa de ser eliminado e em que andar da masmorra ele se encontra. A originalidade de FATE vem da mecânica de troca de personagens. Depois de cumprirem o objectivo que nos é dado podemos continuar a jogar enquanto quisermos, mas sem propósito. FATE praticamente pede-nos para escolhermos a opção de acabar com a personagem e começar novamente. Nesta opção perdemos a nossa personagem, mas podemos recomeçar o jogo com um novo objectivo e com uma das partes do equipamento da personagem antiga, o que nos dá uma grande vantagem no inicio.

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No inicio do jogo podemos escolher o sexo da personagem e algumas escolhas cosméticas, não existindo qualquer escolha de classe. Esse tipo de escolha não existe em FATE, sendo substituído por uma árvore de talentos que vamos evoluindo ao subir de nível. Nesta árvore podemos melhorar a nossa habilidade no manuseamento das várias armas do jogo, assim como a nossa magia.

Há também muitas parecenças em FATE e no que viria a ser Torchlight. Desde o grafismo colorido até à mecânica de pets. No inicio do jogo podemos escolher entre um cão e um gato. Além de o pet atacar inimigos, este tem um inventário próprio e pode ir à cidade vender tudo o que transporta. Além disso podemos também alimentá-lo com peixes que vamos encontrando para o transformar temporariamente. Além da transformação visual, o nosso pet ganha também alguns bonus de ataque e defesa durante a transformação. Como podem ver Torchlight foi buscar bastante a FATE.

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O combate é bastante similar ao que estamos à espera de um jogo deste género, com uma particularidade. Jogador e inimigo não estão separados em termos de habilidades e armamento. As magias que inimigos usam são as mesmas que o jogador usa, assim como o armamento. Isto significa que caso encontrem um inimigo a usar uma espada fantástica, assim que o derrotarem, esse espada vai ser vossa.

Apesar de ser um jogo antigo, graficamente envelheceu bem graças aos visuais cartoon. O estilo visual de FATE é tal como o de World of Warcraft o grande responsável para que um jogo antigo se mantenha agradável aos olhos actualmente. Mesmo os feitiços são ainda agradáveis e detalhados. Os vários tipos de ambientes das masmorras são coloridos e dão vida a um jogo que pode ser colorido. Ao contrário de Diablo que tem que ser escuro e sangrento mesmo que não queira. O som no entanto não está no mesmo patamar de qualidade, sendo a musica bastante monótona e o resto dos efeitos sonoros simplesmente funcionais.

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Tiago Roque

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