Análise: Battlefield 4

Não se trata apenas de gráficos. Alguns mapas do multijogador online ficam demasiado vazios na Xbox 360 e PS3, onde o numero de jogadores por servidor é menor. Mas com isto não quero dizer que Battlefield 4 seja um mau jogo. Está longe de o ser. É até um dos melhores jogos online dos últimos anos. Mas comparar a versão PS3 e Xbox 360 com as versões da PS4 e PC é impossível.

Battlefield 4 é um dos jogos com melhor aspecto na Xbox 360, mas também o é no PC, portanto podem imaginar a diferença. Mas um jogo é mais do que gráficos e Battlefield 4 conserva muitas das suas virtudes mesmo em hardware com 8 anos. A jogabilidade está praticamente intacta e a campanha para um jogador é virtualmente idêntica com a excepção dos visuais. A historia gira em volta do esquadrão Tombstone, que é chamado para extrair VIPs da China depois de uma tentativa de golpe de estado.

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Apesar de algumas prestações de bons actores, a campanha é demasiado curta e linear e pouco mais é do que um tutorial para os modos online, demorando entre quatro e cinco horas a completar. É online que as diferenças mais se notam. Mapas como Siege of Shanghai por exemplo, que no PC estão recheados de soldados, na Xbox 360 são desertos.

Simplesmente são demasiado grandes para funcionarem com tão poucos jogadores e seria preferivel se fossem simplesmente deixados de parte nas consolas “old-gen”. Isto torna a experiência online menos épica e com menos bons momentos, havendo alguns jogos resolvidos por jogadores a correr entre pontos para os capturar. No PC há um bom equilíbrio entre os mapas, alguns são enormes e baseiam-se muito nos esquadrões.

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Facilmente conseguimos fazer respawn no esquadrão. Enquanto que outros são tão pequenos que as batalhas são completamente frenéticas. Depois existem os eventos dinâmicos que alteram os mapas. Podemos jogar varias vezes sem que nada pareça exactamente igual. Estes eventos são controlados pelos jogadores e é interessante ver as possibilidades que isto pode trazer e de que forma os jogadores vão explorar as novas possibilidades.

De volta está também o modo comandante, que apenas desbloqueamos a nível 10 e que nos coloca no controlo de um esquadrão, com o poder de comandar ataques aéreos. O que torna Battlefield realmente diferente de outros FPSs é a escala. Enquanto jogamos estamos preocupados com as nossas pequenas batalhas, mas quando olhamos à volta podemos ver um campo de batalha bem mais abrangente.

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Battlefield não é um jogo para o mesmo publico alvo de Call of Duty, apesar de o ser à primeira vista. Sem querer atacar CoD porque até acho que tem virtudes e teve um grande impacto na industria, CoD é muito mais arcada. Baseia-se em correr e disparar, as armas da mesma classe têm um comportamento semelhante e não há veículos com que nos tenhamos de preocupar. Isto faz com que as primeiras horas de jogo possam não ser uma experiência de jogo muito divertida.

A pé vamos morrer por causa de veículos, dentro de veículos vamos morrer por causa de outros soldados a pé e no fundo vamos achar que este é o jogo mais injusto e desequilibrado de sempre. Se têm um bom PC ou já compraram uma PS4, ou até se estão a esperar pela Xbox One, não posso recomendar comprar a versão PS3 ou Xbox 360 pela simples de razão de existirem versões muito melhores. Nas novas consolas podemos correr o mesmo jogo a 1080p, com muito mais detalhe nas texturas, efeitos de luz muito superiores, efeitos de partículas e tudo o que podemos imaginar. O jogo realmente é o mesmo, mas com uma verdadeira operação plástica.

Tiago Roque

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