Análise: Dusty Revenge: Co-Op Edition

Quando comparamos Dusty Revenge com a concorrência, esta leva claramente vantagem, jogos como Shank ou Dragon’s Crown são claramente superiores em quase todos os aspectos. No entanto o primeiro impacto com Dusty Revenge é interessante, graças principalmente ao bom grafismo. Não se deixem intimidar pelas personagens antropomórficas, pois o jogo não é assim tão infantil. A história não é fantástica, mas vai a sítios bastante negros e macabros apesar das personagens antropomórficas.  O ambiente é uma mistura velho faroeste e steampunk.

A história é simples, Dusty tem uma paixão enorme mas um dia chega a casa e entra-a a arder e a sua amada morta, o que acorda a sede de vingança nele.  Tal como a história, as personagens são também muito simples. Não acontece nada de inesperado durante toda a narrativa e as personagens que vamos conhecendo têm as suas próprias razões para se juntarem a nós contra o vilão Kraven. A jogabilidade baseia-se na utilização de três tipos de ataques, cada um com uma arma diferente.

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Os ataques leves não usam qualquer arma, com Dusty a usar apenas os punhos e pernas, no entanto o ataque forte usa uma foice e o ataque à distancia usa ou pistolas duplas ou uma caçadeira que diga-se de passagem é das melhores armas e a mais divertida de usar. Podemos usar diferentes tipos de ataques para construir combos e se precisarmos de uma ajuda extra podemos sempre chamar um dos nossos companheiros. Rondel, um urso, lança rockets que são bastante eficazes contra grupos de inimigos ou para destruir barreiras, e McCoy, um cão equipado de espingarda que pode usar contra inimigos ou para ativar botões e outros elementos do cenário. O combate é divertido e variado.

Os combos fazem-nos sentir bastante poderosos sem ser preciso demasiado treino. No entanto existem muitos problemas neste aspecto. As animações dos combos são demasiado longas, o que faz com que por vezes se torne complicado encadear vários ataques, com as teclado que pressionamos a não serem registadas porque o jogo ainda não tinha processado o combo anterior. Por vezes este problema causa outro.

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Como quando carregamos na tecla esta não foi registada ou deu a impressão disso, carregamos novamente e fazemos um movimento que não queríamos. Quando tentamos fazer algo num momento e não conseguimos acabamos por o fazer depois porque tentamos carregar na tecla novamente. Isto causa uma confusão enorme que nos faz errar demasiado e torna o jogo bem mais frustrante do que devia.

Outro problemas tem a ver com as hitboxes mal colocadas. Por vezes sentimos que um ataque foi perfeito, acertou exatamente onde devia ter acertado e no entanto o inimigo não levou qualquer dano. Isso a acontece porque as hitboxes não estão no sitio certo. A câmara também tem tendência para movimentos estranhos em vez de se manter no sitio. Outro problema vem quando usamos uma das ajudas.

Nestas alturas Dusty devia bloquear os ataques mas nem sempre acontece isso. Depois existe uma longa lista de bugs ocasionais que é demasiado longa para que eu possa recomendar Dusty Revenge sem rodeios. Os menus aparecem por vezes vazios, pode os ficar presos no mapa e alguns bosses tem problemas nas animações dos ataques que os tornam muito mais difíceis do que pretendido. Tal como já referi, graficamente Dusty Revenge deixa uma boa impressão.

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As sprites tem um excelente aspecto, muitos detalhadas tanto no cenário como nas personagens, apesar de no caso das personagens pudessem ser um pouco maiores. As animações tornam tudo melhor, sendo bastante fluidas e abrangendo praticamente todos os movimentos do jogo. Qualquer ataque faz algo. Se atacarem com a caçadeira por exemplo irão ver Dusty a ranger os dentes. No entanto raramente vemos efeitos de partículas e os que vemos são pobres. Isto nota-se principalmente porque as sprites são realmente boas e a falta de efeitos visuais é realmente decepcionante.

Os efeitos sonoros são também decepcionantes. As vozes quase não existem e a de Dusty é infelizmente bastante pobre. Para alguém que passou por algo tão traumático não se nota qualquer emoção na sua voz. Os restantes efeitos sonoros também têm uma notória falta de impacto.

 

 

Tiago Roque

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