Análise: Knytt Underground

Knytt Underground é bem mais do que um simples jogo de plataformas 2D. Ele vai buscar inspiração ao melhor que se faz na industria sem nunca se comprometer em demasiado num conceito. À primeira vista parece ser um jogo demasiado artístico. Um daqueles que depois do primeiro impacto com um mundo belo deixa um “meh” pouco impressionante. Mas Knytt Underground é mais do que isso e para se afastar dessa ideia de jogo artístico temos uma presença constante, um companheiro com uma boca bastante suja, rivalizando com as personagens mais mal educadas dos videojogos.

Notam-se claramente influencia do género metroidvania, mas mesmo essas perdem-se um pouco pelo meio, não existindo muita dificuldade em desbloquear caminhos e encontrar habilidades para o fazer. Os primeiros mundos de Knytt Underground são pequenos, ou melhor, são muito mais pequenos que o terceiro, funcionando como tutoriais para Mi e a bola. É o terceiro onde o jogo realmente se desenrola e brilha. A jogabilidade é simples. Cada caminho que percorremos apresenta-nos um desafio, seja ele usar uma habilidade ou simples plataformas, tudo no motor de física bastante competente de Knytt Underground.

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É a própria navegação nos níveis que funciona como principal desafio no que toca a plataformas e motivação para prosseguir na aventura. No entanto, o objectivo principal existe e centra-se em encontrar seis sinos que correspondem às únicas zonas bloqueadas no jogo, que nos obriga a procurar certos artefactos que as desbloqueiem. Estes artefactos encontram-se espalhados pelo mundo, em zonas pouco acessíveis ou como recompensa de quests que nos são dadas pelos estranhos habitantes to mundo de Knytt Underground.

O melhor aspecto de Knytt Underground não são os seus visuais, que são apenas competentes, mas sim o seu design de níveis. Esse sim é realmente brilhante e variado. Apesar de todas as suas virtudes, tem alguns problemas graves. Não tem autosave por exemplo e apenas podemos ter uma quest ativa. Tendo em conta o design labiríntico dos níveis ter que voltar uma série de zonas até um save point e ter que continuar depois o que estávamos a fazer é uma experiência frustrante que acaba ocasionalmente connosco perdidos. A história é também demasiado vaga, algo que não irá agradara  todos os jogadores.

À medida que vamos avançando no jogo vamos conhecendo o mundo que nos rodeia e a história começa-se a compor.

Tiago Roque

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