Análise: Quest of Dungeons

Quest of Dungeons é mais um bom esforço na criação nacional. Um jogo verdadeiramente indie criado por David Amador que prova que com vontade, os portugueses são tão capazes como os outros. Infelizmente a quantidade de jogos lançados atualmente na Steam faz com que estes pequenos projetos possam ser um pouco esquecidos.

Quest of Dungeons é um jogo que nos faz pensar nos tempos das consolas 8bit e 16bit, um jogo nostálgico que nos relembra de um tempo mais simples. Por vezes caímos na tentação de dizer que esses tempos eram melhores e os jogos eram melhores. Eram sem duvida mais difíceis, mas a industria evoluiu tanto que não se pode deixar de ter saudades de algumas das “modernices” atuais quando pegamos em jogos como Quests of Dungeons.

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Quests of Dungeons é um RPG por turnos 16-bit, em que navegamos por uma mansão à procura de uma lanterna usada para roubar a luz do mundo. Os elementos roguelike são muitos e há muito para gostar em termos visuais. Podemos escolher uma de quatro personagens, guerreiro, feiticeiro, xamã e o assassino. As personagens são exatamente o que seria de esperar. O guerreiro luta corpo a corpo, o assassino consegue atacar à distancia com o arco, o feiticeiro inflige dano mágico direto e o xamã enfraquece os seus inimigos.

Sendo este um roguelike podem contar com alguma aleatoriedade, no entanto na dificuldade mais baixa como todos os inimigos se baseiam em ataques corpo a corpo o jogo é mais fácil que outros roguelike. Infelizmente não existem muitos elementos narrativos em Quest of Dungeons. Mesmo que a progressão no jogo não seja linear, não seria completamente impossível incluir alguma história que fizesse sentido e outros jogos conseguiram faze-lo com sucesso.

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As quests por exemplo podiam dar alguma ideia de uma história, mas apenas nos indicam o que temos que fazer. Os próprios bosses não têm o impacto de um verdadeiro boss. Se comparar com The Binding of Isaac a diferença é grande neste aspecto. Mas como já referi, há muito para gostar aqui.

Tiago Roque

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