Análise: The Hungry Horde

Ao contrário da grande maioria dos jogos de zombies, em que lutamos pela nossa sobrevivência, em The Hungry Horde lutamos pelos mortos vivos. Este pequeno twist permitiu uma dose de humor considerável em alguns jogos anteriores e poderia ser o que iria separar este dos seus semelhantes.

Em termos de mecânicas de jogo, podem contar com algo muito simples que em parte vai buscar inspiração aos jogos da série Katamari. Os zombies podem não rebolar, mas o objectivo é exatamente o mesmo. Conduzir a nossa horda de zombies pelo cenário e transformar todos os humanos em mortos vivos, o que faz aumentar o tamanho da horda.

A horda vai aumentando e também os perigos que a ameaçam como ataques militares e barreiras policiais. Temos também de tentar fazer o máximo possível antes que o tempo acabe. A humanidade parece estar melhor preparada para um apocalipse zombie em The Hungry Horde do que na vida real e quando o tempo acaba somos bombardeados e tudo acaba. Podemos ir aumentando o tempo limite consumindo humanos, o que por si aumenta a horda e os perigos a isso associado.

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Por vezes temos que resolver alguns puzzles que dividem a horda a meio, com cada analógico a controlar metade. Para ajudar temos alguns poderes à nossa disposição. Estes aparecem na forma de cérebros coloridos e variam desde escudos até impulsos de velocidade. Estes “power-ups” estão normalmente fora do caminho principal, portanto para os recolher temos sempre que despender algum tempo precioso.

Em termos de variedade, além do modo principal, existem alguns mini-jogos espalhados que têm algum humor e ajudam a quebrar o ritmo que pode tornar-se monótono ao fim de algum tempo. O principal problema é que apesar de irmos encontrando estes mini-jogos pelo cenário, não é claro como se consegue desbloquear estes modos no menu mini-jogos do ecrã principal.

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Os principais problemas de The Hungry Horde acabam por ser técnicos. Apesar de alguma falta de inovação e não apresentar grandes inovações, é a falta de detalhe das texturas e outras falhas técnicas como screen tearing e quebras de frame rate que realmente tornam este um jogo longe de memorável. Além de ser feio de se olhar, não é muito divertido de jogar graças aos problemas referidos. Isto tudo se complica quando sumamos os tempos de carregamento que podem chegar a meio minuto.

Apesar de tudo isto, é um jogo que consegue ser divertido ocasionalmente e portanto pode valer o investimento, caso o encontrem em promoção.

Tiago Roque

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