Análise: Shelter 2

O segundo jogo é mais ambicioso, não contanto com níveis definidos mas sim na sobrevivência. A premissa inicial é a mesma, com a diferença de controlar-mos uma mãe lince, mas apenas temos que sobreviver durante as quatro estações do ano.

É aqui que Shelter 2 começa a falhar redondamente. A ideia de sobrevivência está na moda e é interessante. Caçar para manter os filhotes vivos, leva-los a beber água, manter-los quentes. Tudo isto podia ser bem implementado e tem potencial para desenvolver muitas mecânicas diferentes, mas em Shelter 2 tudo é demasiado superficial.

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Temos de caçar para as crias e temos que lhes mostrar onde podem beber água e pouco há mais para fazer aqui. A temperatura parece não ter qualquer efeito na sobrevivência das crias nem da mãe. Os cenários não oferecem qualquer motivo para a exploração, a caça não tem quaisquer movimentos realistas, simplesmente aparecem pelo mapa e temos que a caçar e a única diferença ao longo do jogo parecem ser os cenários e o numero de coelhos presentes no mapa.

Graficamente podem contar com uma evolução da mesma direção artística e esse é o melhor aspeto do jogo. Shelter 2 é belo e tem uma banda sonora fantástica. Os cenários são fabulosos e são coloridos independentemente da estação em que estamos.

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A jogabilidade por outro lado é recheada de pequenos problemas e imprecisões. Tentar explorar mais do que as planícies é um pesadelo com a camera a ir para todo o lado menos para onde devia. Perseguir coelhos por outro lado é bastante divertido. Como já referi tudo o que se faça num terreno plano funciona bem.

Infelizmente não há mais nada em Shelter 2. Podemos recolher algumas plantas para uma coleção, matar o primeiro veado é bastante satisfatório e poder recomeçar o jogo com um dos filhotes que sobreviveu é uma ideia interessante, mas novamente não é bem aproveitada.

 

Tiago Roque

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