Análise: Gryphon Knight Epic

Gryphon Knight Epic é um shooter sidescroll com alguns conceitos interessantes. O primeiro ponto a seu favor é a temática. Parecendo saído diretamente do mundo da Terra Média de J.R.R. Tolkien, conta a história de uma cidade próspera que foi atacada por um dragão que roubou tudo incluindo a princesa. Um grupo de aventureiros embarca numa demanda para derrotar Smaug o dragão e resgatar a princesa.

Depois de o fazerem, cada um traz consigo uma arma e a personagem principal, Sir Oliver, uma pedra e o coração da princesa. Sir Oliver depois de alguns anos e depois de se casar com a princesa torna-se um cavaleiro reformado com barriga. Nessa altura é atacado por um reflexo de si próprio e descobre que a pedra que roubou tem o poder de separar o lado bom e mau de cada um, criando uma versão de cada. Sir Oliver parte assim no encalço do espectro e procura os seus antigos companheiros que cedo descobrem se tornaram maus pela influencia das armas que trouxeram.

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A premissa do jogo é interessante e a arte do jogo completa tudo de forma brilhante e divertida. Sir Oliver é uma personagem engraçada e um estereótipo de cavaleiro com um bigode encaracolado. Infelizmente nem tudo é positivo em Gryphon Knight Epic. Tudo o que descrevi até aqui decorre antes do início do jogo e é o melhor que o jogo oferece, sendo tudo o resto uma coleção de más decisões.

A jogabilidade é principal problema do jogo. Demasiado lenta para um jogo deste género torna o jogo demasiado aborrecido. Já joguei bastantes jogos do género e é a velocidade e a intensidade que os torna tão bons. Basicamente o género é caracterizado normalmente por um qualquer veiculo bastante rápido mas com controlos precisos, uma série de explosões sempre presentes no ecrã e muitos power-ups. Gryphon Knight Epic não tem nenhuma dessas coisas. Os controlos são precisos mas não existe velocidade e o feedback que temos quando destruímos os inimigos não é satisfatório.

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Depois temos a questão da hitbox. Normalmente neste tipo de jogos a área que realmente sofre dano é minima. A sprite de Sir Oliver por si só é já por si de tamanho considerável e este parece sofrer dano em todo o lado. Como seria de esperar Sir Oliver não voa e portanto voa montado num grifo, o que aumenta ainda mais o tamanho da sprite e da hitbox.

Maior parte destes jogos movem-se num sentido apenas. No entanto isso não acontece aqui. Sir Oliver pode mover-se na horizontal nos dois sentidos, com inimigos a vir dos dois. Infelizmente apenas dispara para onde está virado e esse é o lado para onde se move. Isto significa que quando um inimigo aparece nas costa de Sir Oliver temos que o virar, o que faz com que este se mova em direção ao inimigo, o que causa em maior parte dos casos que soframos dano.

A ideia ao que parece era que existisse um pouco de Metroidvania no jogo, mas também isso fica aquém do esperado. Raramente temos que voltar para trás no mapa, apesar de existirem alguns mini-puzzles que temos de resolver como um baseado em cores.

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No final e a meio de cada nível existe um boss. O restante jogo é relativamente acessível, mas as batalhas contra bosses são demasiado difíceis por uma simples razão, a falta de padrão de ataque. Este tipo de inimigos apesar de ter um padrão de ataque não anuncia nenhum dos seus ataques. Isto nota-se principalmente em dois. Uma arvore que lança um ramo com espinhos sem qualquer aviso prévio e um sapo que nos puxa com a sua lingua sem que nos possamos esquivar.

Não existem power-ups em Gryphon Knight Epic, mas podemos adquirir escudeiros que nos dão algumas vantagens e sempre que derrotamos um boss ganhamos a sua arma que podemos depois melhorar com o dinheiro que vamos ganhando. Podemos também comprar itens para usar como poções e bombas que limpam o ecrã.

 

 

Tiago Roque

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