Análise: Party Hard

Party Hard é um da ucraniana Pinokl Games que apresenta alguns conceitos interessantes. A ideia básica é a de alguém que parece odiar festas e portanto quando há uma a fazer barulho mesmo a altas horas da noite ele decide pegar na sua mascara de serial killer e faca e matar toda a gente.

A história de Party Hard não pode ser levada muito a sério e duvido que alguém o faça. Os eventos são compartilhados por um detetive da polícia que participou no inquérito, com observações de um psiquiatra que se concentra mais sobre o estado mental do protagonista. Os eventos são compartilhados através de episódios ao longo de 12 níveis.
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Em termos de jogabilidade, Party Hard é semelhante a jogos como Hotline Miami, mas em vez de ação imediata, Party Hard recompensa comportamento e estratégia furtiva. Obviamente que também tínhamos que pensar em jogos como Hotline Miami, mas era possível jogar confiando apenas nos nossos reflexos.

O personagem principal só pode empregar um ataque letal à queima-roupa. Como tal, é necessário perseguir os inimigos e elimina-los sem que ninguém nos veja, e, em seguida, despejar os corpos em diferentes esconderijos. Se um NPC vê um corpo morto, ele ou ela vai chamar a polícia que ao chegar vai investigar a cena, e geralmente desaparece, mas é preciso pensar numa forma de fugir caso são desapareçam.

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Enquanto que níveis são fixos, o comportamento dos visitantes das festas é gerado aleatoriamente e eles podem fazer todo tipo de coisas. O jogador também pode convocar coisas aleatórias usando o telefone, como entregadores de pizza que chamam a atenção do público.

Um aspecto importante é a criação de armadilhas e usar objetos como granadas de fumo. O jogador pode fazer coisas explodir, como um fogão ou até mesmo uma máquina de doces. Um aspecto ligeiramente confuso é a atenção de alguns dos NPCs. Alguns vão notar imediatamente nos cadáveres por exemplo, enquanto outros, mesmo que estejam muito perto e a olhar na direção certa não vêem nada.

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Party Hard tem visuais pixelizados, mas do estilo que funciona bem. Infelizmente, os modelos NPC não são muito variados, parecendo que estamos a matar a mesma pessoa vezes sem conta. A banda sonora é bastante impressionante e muito variada, com diferentes músicas para diferentes fases.

Tiago Roque

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