Comic Con Portugal 2016

Po terceiro ano consecutivo que temos o prazer de estar na Comic Con Portugal. O maior evento da cultura pop nacional está de volta e estive lá a ver as melhorias relativamente às edições anteriores. Com o ComboCaster a expandir-se para o cinema e talvez TV no futuro, a Comic Con torna-se um evento quase obrigatório para nós e tambem o devia ser para todos os gamers, geeks, nerds e fãs de cinema, tv bd, manga e tudo o resto que compõe este universo das artes que todos gostamos.

A Comic Con tem sempre algo diferente para agradar a todos, mas quase todos gostam de ir às compras. Neste aspecto se alguém se poderia queixar de algo era de não haver melhores promoções. Excepto uma ou duas bancas, o resto vende os produtos exactamente ao preço que vende o resto do ano. Bem, a Comic Con não é o resto do ano e com melhores preços podiam vender o dobro. Mas não sou chefe de vendas ou sequer perito.

No que toca a convidados a organização esforça-se e tem conseguido bons resultados dentro possível. Os problemas da organização reflectem bem mais a insignificância de Portugal no mundo do que a sua possível incompetência. A realidade é que ninguem de primeiro nível se importa muito com um convite de um evento deste género em território nacional. Vão-se passar muitos anos até ter-mos Jennifer Lawrence e Chris Pratt numa Comic Con nacional por exemplo. Mas isso não é culpa da organização que tem feito um trabalho notável.

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Uma grande melhoria que a organização fez foi na zona dos artistas. Se por um lado no inicio se estranha que a parte inicial da Comic Con tenha desaparecido para dar lugar a um novo auditório, a nova localização mais perto das bancas de banda desenhada faz sentido. O numero de bandas de banda desenhada parece também ter aumentado substancialmente, tendo quase a dimensão de outras áreas do merchandising. De resto existiu este ano uma forte presença de todas as áreas, sendo possível comprar deste BD, a jogos retro, gaming gear, boardgames e todo o restante merchandising que faz parte da Comic Con desde a primeira edição.

Este ano houve também um maior investimento doa canais como a Fox ou a recém chegada AMC e também de promoção dos grande próximos lançamentos cinematográficos, sendo o maior destaque Valeriam que passava o seu trailer de meia em meia hora. Com stands bastante originais, o meu destaque tinha que ir para a Fox e para o stand de Westworld. Enquanto que o stand de Westworld tentava capturar o espirito da serie e transportar por breves momentos os fas para dentro do mundo da série, o stand da Fox oferecia aos fãs a possibilidade de fazerem uma tatuagem permanente e gratuita de alguns designa inspirados nas suas personagens. O principal problema aqui é o mesmo que em tantos outros festivais foram as enormes filas.

E continuando no tema das filas, apesar de se notarem melhorias, o tempo de espera na hora de abertura das portas ainda é enorme. No Sábado por exemplo quem chega-se antes das 10h apenas conseguiria entrar 1 hora depois. Obviamente que com o passar do dia o problema diminui, ficando a dica para os próximos anos, cheguem um pouco mais tarde.

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Por fim tinhamos o pavilhão dedicado ao gaming, com destaque para o torneio de CS:GO com ecrã gigante e bancada própria. Aqui notou-se também a presença da maquina de marketing da Sony, Nintendo e Microsoft principalmente, mas também das equipas de eSports nacionais e criadores independentes, que apesar de estarem remetidos para apenas um canto com uma mesa para cada um continuam a mostrar o que de melhor se faz em Portugal, mas destaque para a sequela de Crime no Hotel Lisboa.

Mas a ComicCon vive principalmente da paixão do seu publico que cada vez maia segue o slogan do evento Be Whatever You Want. O numero de Cosplayers era grande este ano e numero de cosplayers de qualidade também. O sucesso de filmes como o Esquadrão Suicida e Deadpool fez com que a quantidade Harleys, Jokers e Deadpools aumenta-se exponencialmente. Star Wars continuou a marcar presença com direito a uma marcha imperial de um clube nacional, mas não posso deixar de referir que nos anos anteriores foi um pouco melhor. Presente esteve também um fantástico cosplay de um gigante da Guerra dos Tronos. Com una bons 3 metros este era uma das atações do evento e pode ser visto durante quase todo o dia. Por muito trabalho que a organização faça, é em ultima análise o publico que faz a Comic Con. Enquanto o publico aderir E tornar este evento cada vez maior vai sempre valer a pena dar um saltinho a Matosinhos uma vez por ano.

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A Comic Con está a crescer e a solidificar a sua presença. Precisa de continuar a faze-lo mas também precisa de resolver alguns dos poucos problemas que continua a ter. Precisa de acelerar o processo de entrada e apostar mais nas produções nacionais, algo que fez e bem este ano mas tem ainda que melhorar. Aquilo que traz muita gente ao evento são os convidados e nesse aspecto a organização apenas tem que continuar o bom trabalho que tem feito e esperar pelo melhor e tenho a certeza que com o passar dos anos estrelas maiores venham para estes lados.

Tiago Roque

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