Análise: Guardiões da Galáxia Vol.2

Quando a Marvel começou o seu universo cinematográfico poucos acreditavam no sucesso do projecto. Após uma década e mais de uma dezena de filmes o sucesso está comprovado e mesmo continuando sem os direitos para dois grupos que foram durante anos o seu maior sucesso nas revistas mensais, X-Men e Quarteto Fantástico, a Marvel tem conseguido introduzir outras personagens menos conhecidas e populares com bons resultados.

Os Guardiões da Galáxia eram um destes grupos não muito conhecidos mas que graças a um trabalho de realização excelente de James Gunn se tornou um dos melhores filmes no MCU. Todos os filmes da Marvel são obviamente filmes de super heróis, mas são também mais do que isso. O Soldado de Inverno é um Thriller político, o Homem Formiga é um filme de golpe e o Guardiões da Galáxia é uma Space Opera.

A sequela intensificou o humor e a ação sem nunca perder a qualidade da história mas deixando para segundo plano a pequena parte Sci fi que tinha para seguir numa vertente bem mais dentro do espectro da fantasia.

O nosso grupo de anti heróis ganha agora a vida a salvar a galáxia. O filme começa com uma batalha em plano de fundo com o bebé Groot a ter direito ao maior destaque. Este é talvez o pior aspecto do filme. Groot depois de ter dado a vida para salvar a equipa no filme anterior é agora pouco mais que um rebento e tem neste filme um efeito bem mais próximo do comício releaf, sendo um pouco abusado o tempo de ecrã a que tem direito e até o papel crucial que acaba por ter no filme.

Depois deste primeiro ato que se resume a uma batalha que tinha como objectivo a captura de Nebula, a irmã da Gamora e vilã do filme anterior, todo o resto do filme se foca no segredo do pai do Star Lord com o tema daquilo que é realmente um pai a ser o tema que enraíza o filme na realidade.

A Marvel nunca tentou seguir o estilo mais sério que a DC escolheu para o seu universo e até agora nunca se saiu mal. Mesmo este segundo volume da saga Guardiões da Galáxia acaba por não deixar de funcionar mesmo com o aumento da comédia, até porque mesmo com o tom leve que tem deixa espaço para cenas mais sérias tendo até um final bastante agridoce. Não por se tratar de um mau final mas por ser um daqueles que consegue ser feliz é triste ao mesmo tempo.

Brilhante também é o desenvolvimento das personagens neste filme. Depois do primeiro filme pouco mais tínhamos do que caricaturas das personagens, mas agora temos personagens que parecem reais graças ao trabalho de realização e guião mas também graças ao cunho pessoal que cada actor conseguiu colocar na personagem, especialmente Chris Pratt e Bautista, mas todo o resto do elenco consegue ter personalidade. A Marvel tem conseguido fazer escolhas de casting soberbas e novamente cada personalidade das personagens parece aparecer naturalmente e sem esforço, misturando-se com o actor que lhe dá vida.

Tiago Roque

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