Análise: Super Blackjack Battle II Turbo The Card Warriors

Blackjack é dos jogos de casino mais simples e mais complexos ao mesmo tempo. O objectivo é bastante simples, chegar o mais perto do 21 sem passar. Recebemos duas cartas no início e dependendo do resultado da soma podemos ficar com as cartas que temos ou pedir mais até estarmos satisfeitos ou passar de 21 e perdermos. Jogamos contra o casino que até 16 é obrigado a pedir mais cartas.

Existem algumas regras adicionais como poder partir o jogo quando temos duas cartas iguais e jogar em dois blocos, poder dobrar ou pagar seguro, mas no fundo tudo se resume a chegar o mais perto do 21. A simplicidade do jogo permitiu a que na vida real tivessem de ser implementadas algumas regras nos casinos para impedir ou pelo menos tornar mais complicado contar as cartas, ou seja decorar o deck e assim quase que saber exactamente o que vai sair a seguir e garantir que se vai ao casino ganhar dinheiro.

Em termos de mecânicas de Blackjack, Super Blackjack Battle II Turbo The Card Warriors é sólido. As regras e possibilidade estão todas presentes incluindo a possibilidade de contar cartas. Mas aquilo que diferencia o jogo da concorrência é a estética retro que procura imitar Street Fighter II, algo que começa no nome, continua no ecrã inicial, na estética do jogo e até na estrutura narrativa com as personagens a terem algumas falas no início do modo história, trocarem alguns insultos depois da batalha e um remate final na narrativa de cada personagem se conseguirmos chegar ao fim.

A apresentação é fenomenal, com uma dose enorme de nostalgia à mistura. A jogabilidade simples do Blackjack está recriada fielmente. Pode-se dizer que no que toca à apresentação e ao Blackjack, Super Blackjack Battle II Turbo The Card Warriors é fantástico. No entanto tem duas falhas cruciais. Vamos começar pelo modo online.

Super Blackjack Battle II Turbo The Card Warriors tem um modo online é isso é óptimo. No entanto, ter um modo online sem ninguém lá dentro não é muito melhor do que não ter qualquer modo online. Aliás, é tão bom como não ter porque vai ter exactamente ao mesmo. É isto deixa-nos com o modo história ou o modo de simples Blackjack.

O modo simples de Blackjack deixa-nos contra o Dealers sozinhos e pouco mais tem para oferecer do que deixar o jogador a tentar ganhar o máximo dinheiro que conseguir sem outras limitações. O modo história é aquele que acaba por valer mais a pena, oferecendo uma história genérica, mas colocando o jogador contra um adversário. O objectivo é tentar ficar com mais dinheiro do que este ao fim de dez rondas, mas também ganhamos caso o adversário fique sem dinheiro antes disso. O problema é a inteligência artificial do adversário que começa com apostas elevadas desde o início do jogo. Basta ao jogador manter-se com apostas mínimas de 50 para que o adversário perca sozinho. Isto elimina qualquer dificuldade do jogo sendo raras as vezes em que o adversário consegue ganhar dinheiro suficiente para se manter à nossa frente e basta ao jogador ganhar uma ou duas apostas mais altas para se manter acima do adversário. Mesmo quando este consegue ganhar alguma ronda ou até algumas seguidas o valor das suas apostas irá também subir e quando perder irá sempre perder mais de metade do dinheiro, portanto basta manter a estratégia para vencer.

Este é um problema gigante, pois elimina qualquer desafio no jogo. Vencer o adversário IA é demasiado fácil e o modo online está vazio, e isto deixa-nos apenas o modo de jogo simples contra o dealer, o que torna muito difícil recomendar o jogo apesar de tudo o resto ser excelente.

Tiago Roque

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