Análise: Snake Pass

Snake Pass é um original jogo de plataformas no qual controlamos uma cobra. Em termos de jogabilidade foi o jogo mais original que joguei ultimamente, capturando na perfeição as características do animal.

Podendo ser complicado de jogar num teclado, Snake Pass tem uma jogabilidade simples mas que não é fácil de jogar num teclado. Utilizando um comando o jogador move a cobra carregando no gatilho direito, utilizando depois o analógico esquerdo para controlar a personagem. Isto é o simples, pois para a cobra se mover a uma velocidade aceitável é necessário andar aos Sábados e esse movimento é chato de fazer num teclado.

Depois de dominarmos o movimento básico, temos de perceber como trepar e para isso basta levantar a cabeça com o equivalente ao X e enrolar a personagem nos objectos que acharmos importantes no cenário. Por vezes temos também de nós prender um pouco melhor ao cenário e para isso temos de carregar no gatilho esquerdo, o que faz com que a personagem se prenda com força ao objecto que está a trepar mas deixa de poder mover-se.

Em termos de jogabilidade não há muito mais a dizer. É simples mas altamente viciante e irá certamente trazer sorrisos aos mais novos, juntamente com outros pormenores divertidos que o jogo oferece como a opção de alterar a expressão da personagem entre alegre e triste e outras intermédias. O objectivo também é só simples, resumindo-se a encontrar três cristais de cores diferentes espalhados pelo cenário.

Em termos narrativos tudo parece muito vago, não sendo gasto muito tempo em criar um fio condutor entre os vários níveis do jogo. A estrutura é quase mobile com os níveis a sucederem-se uns aos outros através de um menu de escolha normal e não recorrendo a uma progressão ao estilo de um jogo de plataformas AAA. Além da nossa personagem temos a presença de uma personagem não controlável, um companheiro beija-flor que consegue atingir valores de irritabilidade bastante altos. O jogo não contém vozes, sendo todo o diálogo em forma de texto e alguns barulhos irritantes que passam por falas.

A simplicidade de Snake Pass não vem sem custos. Para obter está simplicidade de mecânicas e jogabilidade o jogo perde profundidade, sendo despido de narrativa e exploração. Os cenários são limitados e pouco mais oferecem só que os três cristais que temos de encontrar. Existem pequenos cristais opcionais que poderiam ter algum efeito como tornar a personagem maior como no clássico Snake mas que não parecem ter qualquer efeito, sendo esta uma oportunidade perdida.

Tiago Roque

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