Análise: Homem-Aranha Regresso a casa

Homem-Aranha está de regresso com o seu primeiro filme a solo a fazer parte do universo cinematográfico da Marvel. Depois de se estrear em Capitão América Guerra Civil, ficamos as conhecer um pouco do que aconteceu antes e depois dessa estreia.

Sem entrar em detalhes desnecessários num herói tão conhecido o filme pouco mais nos dá a conhecer do que parte dos bastidores da famosa cena no aeroporto de Guerra Civil e o regresso a casa depois da experiência de um miúdo de 15 anos que fez parte dos vingadores por um dia. Esta é a história que o filme quer contar.

Ignorando a origem e eventos trágicos já mais que conhecidos, este é um filme que explora brilhantemente o que aconteceria a um adolescente que é mordido por uma aranha radioactiva e ganha poderes, que chega ao topo do mundo dos super-heróis e tem depois que voltar para casa e ser um adolescente normalmente um super-heroi de bairro que toma conta do homem comum.

Todos os filmes da Marvel são iguais certo? Bem, para dizer a verdade a fórmula existe e há muitos pontos em comum, mas todos são diferentes e não existe nenhum filme de super-heróis perto deste Homem-Aranha, especialmente os outros filmes do Homem-Aranha que vieram antes. A idade de Tom Holland permite um filme completamente passado no tempo de liceu de Perder Parker e há mais tempo para explorar outras relações e ideias diferentes daquelas já mais do que exploradas nos filmes anteriores.

Um ponto onde Regresso a Casa fica muito à frente dos restantes filmes da Marvel é no seu vilão. O Abutre, sempre foi o primeiro vilão do Homem-Aranha e dada a pouca importância que sempre teve no cinema foi com surpresa que vi a sua presença neste filme, mas ainda bem que o fizeram. Michael Keaton faz um trabalho excelente, mas é na direcção que está a excelência, com uma interação entre herói e vilão bastante original e deixa o espectador colado à cadeira. Michael Keaton é também uma escolha curiosa, tendo sido Batman e depois protagonista em Birdman, uma critica directa ao género de cinema de super heróis.

A acção é o que já ficámos a esperar da Marvel, bastante mas na medida e sítio certo, com espaço suficiente para que a história e personagens se desenvolvam com um terceiro arco que não desaponta e na minha humilde opinião o melhor terceiro arco no MCU. Por falar em personagens, Homem-Aranha Regresso a Casa tem personagens suficientes para alimentar sequelas deste filme pelo menos para uma trilogia, mas nenhuma delas fica sem um pouco de atenção.

Tiago Roque

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