Análise: Ironcast

Embora Ironcast seja um jogo de estratégia baseado em turnos, não é tão simples como um simples ping pong de ataques entre o jogador e a IA. Ele combina o jogo normal baseado em turnos com a mecânica de jogos como Candy Crush. Ironcast inclui vários itens que fornecem munição para armas, medidas defensivas, ou um refrigerante que ajuda a evitar que seus sistemas se sobreaquem. Há um item para trabalhos de reparação e, por fim, sucata que pode ser usado para atualizações entre missões. Existem especiais que aparecem de tempos em tempos, que aumentam as correspondências e nos ajudam, mas no geral tudo é bastante regular e semelhante ao que encontramos em jogos do género.

A minha relação com este género não é propriamente boa. Enquanto que os jogos pagos são relativamente justos, os jogos gratuitos parecem decidir com antecedencia se o jogador pode ou não ganhar aquele jogo. Mas, usar a mecanica como integrante de jogo maior é divertido e oferece um toque único nos jogos de estratégia por turnos.

O jogador começa 9 dias antes do evento principal e nesses dias, as missões são disponibilizadas aleatoriamente. Algumas são tão diretas como atacar e destruir um inimigo mas outras são mais complicadas, pedindo ao jogador que recupere determinados itens ou aguarde por um certo número de dias. Os diferentes tipos de missão mantêm o jogo fresco. Além disso, o jogador possui algumas opções de escolha de missõe codificados por cores, algumas de dificuldades médias, outras difíceis.

Uma vez que o tempo se esgote, o jogador tem de enfrentar a missão final. Esta missão é aquela que realmente importa e o verdadeiro desafio do jogo. A morte em Ironcast é permanente. Morrendo, o jogador está morto e o jogo acaba. Itens e outras coisas desbloqueadas são transferidas, mas isso não impede que o jogador tenha de recomeçar o jogo de novo. Depois de cada missão, o jogador retorna à base onde pode efetuar reparações e fazer atualizações. As atualizações incluem novas armas, novos escudos ou novas armaduras. As atualizações são concretizadas através de planos que são obtidos no final das missões bem-sucedidas.

Estes, são aleatórios e isso não é propriamente a melhor das ideias. Além de atualizações diretas, o jogador também pode ganhar habilidades. Algumas são passivas e outros são usados ​​na batalha e levam um certo número de turnos para recarregar. Depois de completar um jogo, seja com vitória ou derrota, o jogador receberá alguns perks que podem ser usados ​​para desbloquear novos recursos.

No geral, Ironcast é um bom esforço no género. A estética steampunk é sempre bom para fãs do género e o pouco uso nos videojogos é ótimo e suficiente para tornar o jogo unico. Ao contrário de outros jogos do género, nunca senti que o jogo fosse injusto e sempre achei que podia vencer mesmo quando não conseguia. Na Switch é um jogo ideal, graças às sessões de jogo curtas ideias para uma portátil.

Tiago Roque

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