Análise: Insidia

Insidia é um jogo de estratégia por turnos num mundo pós-apocalíptico onde personagens se unem para lutar pelo futuro. O jogo baseia-se num sistema de duelo por turnos que permite que o jogador assuma o controle de uma personagem em quatro possíveis. É uma abordagem diferente no género mas que pessoalmente me deixou desiludido e com vontade voltar às raízes. A trama em si acaba também por ser bastante genérica, pouco importando realmente. 400 anos desde o fim da civilização, os sobreviventes vivem num deserto estéril e devem unir forças para combinar suas forças, proteger as fraquezas um do outro e criar estratégias contra aqueles que permanecerão no caminho. Se isto não é o suficiente da história, pois bem, foi a única coisa que consegui reter. Adiante.

Há vários tipos de jogos de estratégia por turnos, mas nenhum deles é realmente como Insidia. Isso poderia ser fantástico se trouxesse vitalidade ao género, mas não é o caso. Cada turno dá ao jogador e ao oponente alguns segundos para planear uma acção para uma personagem. O mesmo personagem não pode ser controlado em turnos consecutivos. Durante a fase de planeamento os dois lados decidem o que fazer com uma das personagens e depois vem a fase de ação onde sua estratégia é desdobrada. Torna-se mais difícil prever o resultado da fase de ação à medida que o jogo avança. Enquanto que quando se move toda a equipa num turno se pode realmente desenvolver uma estratégia coerente, aqui o objectivo é prever o que o adversário vai fazer. Muitos podem achar que isto torna o jogo ainda mais estratégico e eu concordaria se pudessemos mover toda a equipa e o adversário o mesmo ao mesmo tempo, mas desta forma acho que tudo se resume bem mais a sorte do que outra coisa e o ritmo de jogo acaba por ficar demasiado lento para ser interessante.

Além das táticas de personagem, o tabuleiro de jogo também nos brinda com pontos de captura que podem fortalecer a base ou danificar a base do oponente. Utilizando cada aspecto do jogo para mover as personagens para a vitória é o que o jogo apenas oferece essencialmente. Existem modos multijogador mas tudo no jogo parece ter ficado num estado demasiado básico. Felizmente o jogo até tem bom aspecto, com um design de personagens de alto nível. Há uma sensação de familiaridade com o estilo de arte que é bastante convidativo, muito ao género Overwatch ou Fortnite. Mas tecnicamente ficasse pelo bom aspecto, porque em termos de som voltamos ao mais básico possível e porque não consegui que o jogo funcionasse num ecrã wide sequer.

Pessoalmente Insidia acabou por me passar completamente ao lado. Acredito que existam jogadores que achem interessantes as ideias que o jogo nos apresenta mas pessoalmente acho que nenhuma delas traz algo de bom ao género, novo sim, mas não bom.

Tiago Roque

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