Análise: Razer Goliathus Chroma

Apesar do meu cepticismo o Razer Firefly deve ter sido um sucesso ou estar perto disso uma vez que a Razer volta ao ataque com mais um tapete Chroma que tem praticamente todos os pontos fortes e fracos que o Firefly. A principal diferença entre este tapete e o Firefly é que com o Goliathus estamos a falar de um tapete em material maleável, enquanto que o Firefly era um tapete rígido. Como penso que já referi sou utilizador de tapetes moles na grande maioria do tempo, uma vez que os tapetes rígidos têm tendência  a  oferecer menos resistência e o atrito normal dos tapetes em tecido ajuda-me a sentir mais controlo.

Tal como referi o Goliathus tem os mesmos problemas e virtudes do Firefly em praticamente toda a linha, no entanto há pontos que me decepcionaram particularmente em Goliathus, sendo o principal, o tamanho. O Goliathus tem um tamanho considerável, no entanto gostaria de um pouco mais de área. Isto é simplesmente a minha opinião pessoal e penso que me tenha afectado um pouco mais porque tive que me adaptar do meu tapete que é consideravelmente maior. Outro aspecto que me deixou um pouco confuso foram os acabamentos na lateral do tapete que talvez seja melhor explicar melhor com o recurso a uma imagem.

Cada um destes fios é bastante fino e apesar de não poder dizer que rompi nenhum destes fios não posso dizer que confio muito na sua durabilidade. Com isto não quero dizer que sejam essenciais à integridade do tapete que parece ser reforçado de outra forma, mas o contacto com estes fios é também desconfortável. Além de tudo isso é difícil perceber a função desta costura uma vez que podia ter sido feita de outra forma e parece existir apenas por razões estéticas, algo que também não me parece resultar muito bem. Ao contrário do Firefly a ligação USB é também muito menos estética. Apesar de continuar a achar que um tapete para rato com fio é algo incómodo e desnecessário, o design do Firefly acaba por ser bem que melhor do que o  do Goliathus  que recebe uma espécie de caixa no topo superior esquerdo que é mínimo feia.

O efeito Chroma em si é deveras interessante, especialmente quando coordenado com todo o restante hardware que tem as mesmas capacidades. a quantidade de cores e efeitos que podem conseguir quando aliam o Goliathus  a um rato e teclado Razer é simplesmente fantástico, podendo ser tão sublime ou alucinante quanto quiserem. Tanto podem criar um efeito suave que torne um ambiente gaming fantástico ou um efeito de luzes capaz de rivalizar com qualquer batalha entre os rebeldes e o império, tudo depende do jogador e do dinheiro que tem para gastar.

Avaliando o Goliathus como um tapete de rato então a história é um pouco diferente. A superfície oferece um bom atrito que é o equilíbrio perfeito entre suavidade e um atrito suave que permite que o rato pare quase imediatamente e a superfície inferior permite uma excelente aderência à mesa, mesmo em mesas de vidro como é o meu caso, onde é preciso exercer alguma forma para mover o tapete sem ter que o levantar. A minha única queixa são as extremidades que graças  aquela linha tornam quase impossível utilizar o rato no limite do tapete e a caixa superior que alberga a ligação USB que torna a utilização do rato do lado esquerdo também complicada, especialmente ratos com fio.

Por ultimo podemos falar do preço. Tal como o Firefly, o Goliathus  está longe de ser barato. Não estamos a falar de um número astronómico, mas é preciso lembrarmos-nos que no fundo estamos a falar de um tapete para o rato, algo que no limite pode ser trocado pela própria caixa onde vem o tapete que irá ter quase o mesmo efeito. Um tapete deste calibre é um luxo, um preciosismo que até pode estar ao alcance de muitos, mas que pessoalmente não consigo aconselhar ninguém a ter. Se têm dinheiro para gastar e gostam do efeito que este tapete proporciona então sintam-se à vontade, mas de resto é dinheiro que podem poupar em algo que realmente torne a experiência de jogar qualquer jogo um pouco melhor.

Tiago Roque

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