Análise: Seabed

SeaBed é um conto de amigos de infância que se transformaram em amantes, Mizuno Sachiko e Takako, que agora foram separados por alguma estranha circunstância que nenhum dos dois se consegue lembrar. Narasaki Hibiki é o simpático psiquiatra que se encarrega de esclarecer a situação. Juntos, mas também separadamente, todos os três vivem as suas vidas diárias no auge do final dos anos 80, quando se aproximam para descobrir o que aconteceu.

O artista hide38 foi o responsável pela maior parte da arte e os sprites são na maior parte das vezes encantadores de uma maneira simples e bem feitos. Puku fez o trabalho de arte nos fundos, escolhendo fotos para usar e aplicando um filtro em todas elas, o que se nota em vários elementos. A banda sonora realmente cresce com o tempo com uma sensação agradável enquanto se descansa nos eventos de SeaBed. O pessoal da Fruitbat Factory aprimorou-se neste aspecto. Além disso, a biblioteca de efeitos sonoros é de primeira qualidade e a enorme escala de pequenos ruídos realmente contribui para a imersão.

Desde que a narração em primeira pessoa salta entre os protagonistas, o texto estilizado com o nome do personagem que faz a narração pode ser visto no canto inferior direito. A primeira metade da história é principalmente das perspectivas de Sachiko e Takako, enquanto Narasaki é a personagem com mais destaque mais tarde. Há também capítulos extras que são desbloqueados à medida que o jogador avança na história principal e podemos lê-los sempre que quisermos e obter informações adicionais. Um  pouco estranho foi existirem apenas cinco slots para gravar. Não que isso seja uma coisa muito má, já que existe o recurso de seleção de capítulos.

SeaBed acaba por ser uma experiência interessante já que não é realmente um jogo. Foi um pouco desafiador trabalhar nos lugares mais cheios de diálogos e descobrir quem disse o quê. A experiência melhora com as leituras subsequentes porque a história já é conhecida e fica o tempo para vermos esses detalhes. Quer se goste ou não de SeaBed não se pode negar a qualidade geral dos seus elementos, no entanto podem-se fazer críticas ao formato, formato esse que oferece aos jogadores no geral um produto muito limitado enquanto jogo, ficando-se pelos sucessivos cliques para progredir a história e pouco mais, não tendo sequer uma mecânica de consequências comos os jogos da TellTale ou da Quantic Dream.

Tiago Roque

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