Análise: The Meg

Os filmes de tubarões são um verdadeiro subgénero cinematográfico que vai variando de popularidade durante os anos e apesar de recentemente ter gozado de alguma graças a filmes como Sharknado, está longe de ser popular nas grandes salas atualmente. Meg conta com algumas caras conhecidas, especialmente Jason Statham que empresta a sua seriedade e factor macho alfa a um filme que não pode ser levado muito a sério.

O filme começa com um resgate a um submarino a uma enorme profundidade onde Taylor, Jason Statham, abandona dois dos seus colegas para salvar o resto da tripulação. Além de traumatizado ninguém parece acreditar nele quando dizia existir algo lá embaixo. Depois desta introdução o filme avança alguns anos focando-se num laboratório no meio do oceano onde uma equipa de cientistas está a estudar a hipótese de a Fossa das Marianas não ser o local mais profundo da Terra, ou pelo menos aquilo que entendemos como o fundo desse local não ser exatamente o fundo, uma teoria que a equipa consegue comprovar, sendo nesse momento que descobrem mais do que estavam à espera, sendo a equipa atacada quase que imediatamente por uma espécie de turbarão que se julgava extinta.

Meg não  nos apresenta grandes novidades ou surpresas no género mas a qualidade geral do filme é quase perfeita. Não é um filme ambicioso que tenta ser mais do que um B-Movie de tubarões e isso é exatamente o que todos os filmes deste género deviam ambiciar a ser. O maior erro que um estudio pode cometer além de nos apresentar algo que simplesmente tem mau aspecto é apresentar um filme que tenta ser bem mais do que aquilo que é e Meg mistura a ação com o humor e nunca se leva demasiado a sério.

Em termos visuais não existe muito para criticar. O filme tem bom aspecto com bons efeitos visuais e na verdade raramente compromete em algum dos seus aspectos. Não se pode esperar que as atuações sejam dignas de um oscar ou a narrativa não seja simples, mas quando se ajustam as espectativas Meg é um filme agradável que mistura vários elementos de ação, terror e fição cientifica para um resultado competente.

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Tiago Roque

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