Análise: I Hate Running Backwards

Às vezes os jogadores precisam de um jogo que coloca de lado a história e profundidade e um mundo de possibilidades para se focar apenas em ser um jogo divertido. A diversão é essencial a qualquer jogo mas existem jogos em que esse é o foco central de tudo e I Hate Running Backwards é um desses jogos. I Hate Running Backwards é apenas isso, divertido. O tipo de diversão em que começamos o jogo para jogar alguns minutos depois de jantar e quando damos por nós o sol está a nascer e não percebemos o que se passou.

I Hate Running Backwards usa um misto de mecânicas de géneros diferentes, todos eles populares, combinando elementos de cada um para criar algo realmente inovador. Os jogadores assumem o controle de um dos personagens, a maioria dos quais são emprestados de outras propriedades da Devolver Digital, como Hotline Miami e Serious Sam. A missão é simplesmente derrotar o ataque de inimigos das mesmas propriedades e chegar o mais longe que se puder, sem morrer. Ao longo do caminho, o jogador encontra uma seleção de armas, regalias e power-ups para ajudar na missão. Como nem tudo poderia tão simples e chato assim e como o nome indica tudo é feito um pouco ao contrário uma vez que os inimigos vêm do fundo do ecrã em vez do topo.

A inclusão de um modo multiplayer local é sempre uma boa ideia e com um companheiro experiente o jogo é bem mais divertido. Quer se jogue sozinho ou com um amigo, a diversão está garantida e conseguimos descobrir formas de atirar em inimigos sem fim, destruindo o ambiente quase totalmente destrutível, um aspecto indispensável da jogabilidade e mais do que tudo sobreviver. Quando finalmente encontramos a inevitável morte somos enviados de volta para o início do jogo. Mas, em vez de recomeçar, o mapa é atualizado e temos um layout totalmente novo, um novo padrão de ataques inimigos e layout de área. A geração aleatória de cada novo começo mantém a jogabilidade fresca.

Os mapas de I Hate Running Backwards são divertidos a cada jogada. Ao longo de cada etapa encontramos uma variedade de ambientes diferentes, como ruínas, pântanos ou campos minados. No início de cada nova regeneração do mapa ficamos sempre na duvida e espectativa do que iremos encontrar a seguir e isso é parte da diversão também. Aquilo que considero o grande objectivo de I Hate Running Backwards são os unlockables. Além doas 12 personagens do jogo, cada um com seu próprio conjunto de pontos fortes e fracos, que podem ser desbloqueados, existem muitas armas super-poderosas que podemos encontrar e desbloquear durante cada jogo.

Para aqueles que procuram um desafio extra, há ainda eventos diários que onde podemos testar uma vez por dia as nossas capacidades. Isto é algo que encontramos em quase em todos os jogos atuais e está também aqui bem implementado. Tendo isto tudo em conta é preciso notar que I Hate Running Backwards não tem muito mais para oferecer que isto. Não existe um outro nível de profundidade escondido algures aqui, mas isso não é mau de todo e para quem gosta de um desafio preso a algo que seja fácil de dominar tem aqui um jogo que responde a essa necessidade.

Tiago Roque

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