Análise: Rage in Peace

Rage in Peace é uma aventura de ação sidescroll, com uma história muito interessante que conta com o Timmy Malinu, o protagonista, um empregado de 27 anos que trabalha num escritório. Timmy é para todos os efeitos muito comum e parece ser uma personagem muito pouco interessante e até aborrecida, sem ambição e uma vida banal. Um dia, enquanto Timmy seguia o seu caminho habitual para o trabalho, o Grim Reaper aparece e dá-lhe uma sentença. Ele não lhe diz quando, apenas diz que vai morrer com a cabeça cortada, o que por si é uma premissa interessante.

O jogo destaca-se na componente visual, já que foi desenhado à mão, com aspecto de caricatura, cheio de cores e um sentido estético apurado. A interface é simplista e a jogabilidade fácil. Há também cutscenes, que usam estilos de arte diferentes, com animações mínimas e que são geralmente adoráveis. O som do jogo é também realmente bom com muitas musicas de autores indie. No geral Rage in Peace compromete-se com uma ideia, um visual e mantém-se fiel em todos os aspectos. Embora isso não signifique dizer que é apenas um belo jogo sem uma jogabilidade substantiva, até porque é muito competente também nesse aspecto. Rage in Peace é guiado pela história e segue um sistema de capítulos com cada capítulo composto por etapas com o seu próprio tema, dependendo da última conversa de Timmy com o Grim Reaper.

O objetivo é chegar ao final do mapa e apenas uma vida, qualquer coisa que nos toque consegue-nos matar, o que nos obriga a recomeçar tudo de novo. Rage in Peace tem raiva no nome por uma razão e essa razão é que o jogo é realmente enervante. Felizmente o jogo conta com checkpoints suficiente o que equilibra um pouco a balança e nos impede de desinstalar o jogo num ataque de raiva. No jogo encontramos todo o tipos de obstáculos, desde quedas de tetos e serras a plantas mortais. Também encontramos batalhas com bosses em todos os capítulos que não são fáceis. A boa notícia é que eles seguem padrões mas não deixa de ser essencial atingir uma velocidade de reflexos que causa inveja a qualquer mestre ninja.

Rage in Peace é um jogo muito bom se gostarem de manter o sangue a ferver. Digo isto sem querer soar a critica já que o jogo naquilo que se popõe a ser tem muito poucas ou nenhuma falhas, uma banda sonora incrível, design e jogabilidade bem conseguidos e no geral quando se joga e observa o jogo ve-se claramente que se tratou de um jogo cuidado e criado com paixão.

Tiago Roque

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