Análise: One Strike

Pessoalmente sou fã de jogos simples que me cativam com mecãnicas simples e boa jogabilidade. Títulos como One Strike encaixam nessa necessidade de encontrar jogos simples que nos divertem durante uma tarde ou talvez um pouco mais, oferecendo uma jogabilidade irresistível que parecem a melhor coisa do mundo durante algumas horas mas que rapidamente perdem o encanto.

Em One Strike, os jogadores assumem o papel de um guerreiro japonês medieval de uma seleção de seis. Cada um delesusa uma arma diferente e oferece um estilo de jogo único. De um samurai e a sua katana até um assassino, cada um dos personagens é diferente e os jogadores vão encontrar um que melhor se adapta a eles. Felizmente, eles são fáceis de pegar e jogar com a jogabilidade a ser bastante simples. Mover-se de um lado para o outro é feito com passos ou um dash, o bloqueio e o ataque são simples também bastante pressionar botões e facilmente conseguimos fazer o que queremos, não sendo sequer complicado de dominar.

Como o título sugere, cada jogador tem uma vida em cada combate. Isso significa que um único sucesso vai acabar com a luta e um erro também. Ler atentamente o adversário é a chave para o sucesso, mas para batalhas mais longas, o jogo outros modos de jogo que permitem mais vidas e até torneios para até oito jogadores. É nos modos multijogador com os amigos que One Strike realmente brilha, pelo menos enquanto a jogabilidade se mantém fresca, mas pelo menos contra outros jogadores essa frescura mantém-se durante muito mais tempo do que simplesmente jogando contra a IA.A jogabilidade também sofre um pouco com a falta de equilíbrio das personagens. Principalmente duas das personagens são um degrau mais fracas que as restantes e pelo menos o mesmo número é notavelmente mais forte.

Visualmente o jogo tem um estilo pixel art bem conseguido e consegue um certo charme nas suas personagens e animações. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre os fundos dos níveis, principalmente porque as cores podem dificultar a atenção às animações e no geral dificultam a leitura e atenção que é essencial à jogabilidade. Tudo encaixa visualmente mas pode tornar-se preenchido demais.

One Strike é um jogo interessante que oferece uma experiência de jogo sólida, mas que como todos os jogos que fazem da simplicidade a sua arma ao fim de pouco tempo começa a parecer mais do mesmo e mais do que um ou dois dias a jogar One Strike é mais do que suficiente.

Tiago Roque

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