Análise: The Church in the Darkness

The Church in the Darkness é um jogo de ação furtiva com vista top down que embora prometedor e poder agradar a alguns fãs do género mais old school, não oferece muito aos jogadores mais exigentes e que procuram uma experiência de jogo mais polida. A premissa do jogo é realmente interessante, apesar de estranha para um jogo. Explorando o mundo dos curtos religiosos mais ou menos secretos que foram principalmente populares nos anos 70 e que acabaram por vezes em desgraça, em The Church in the Darkness controlamos Vic, um ex policia que viu o seu sobrinho a ser vitima de um culto. O culto que promete uma vida livre do capitalismo dos EUA criou uma comunidade no meio da floresta tropical da América do Sul chamada Freedom Town e é aí que todo o jogo se desenrola.

O objectivo do jogo é  resgatar o sobrinho de Vic de Freedom Town, mas nem sempre tal será possível. The Church in the Darkness utiliza um sistema que cria aleatoriamente a personalidade de cada elemento de Freedom Town de cada vez que começamos um novo jogo, o que faz com que cada tentativa seja diferente e em que em algumas dessas o sobrinho de Vic não queira ser resgatado por exemplo. À medida que vamos avançando no jogo, juntamente com os itens essenciais para a sobrevivência vamos encontrando outros itens que nos explicam a história do jogo. Infelizmente esta forma de narrativa não é muito atractiva para a maioria dos jogadores e vai fazer com que a maioria simplesmente ignore este elemento do jogo.

No início podemos escolher alguns itens como um kit médico ou uma pistola, mas rapidamente encontramos outros itens durante a nossa exploração. Aliás, na dificuldade mais fácil mais depressa ficamos com o inventário cheio do que precisamos de recorrer a qualquer um dos itens. Os habitantes de Freedom Town não gostam de estranhos e é essencial encontrar roupas que nos permitam passar despercebidos mais facilmente. No entanto o jogo não faz um bom trabalho nas suas mecânicas furtivas. A ideia de ter de encontrar um disfarce é boa, mas ficar fora de vista dos inimigos é realmente fácil, já que temos acesso à área de visibilidade dos inimigos, que é bastante limitada, e é realmente simples andar à volta e apanhar os inimigos por trás e eliminá-los de forma letal ou não.

A zona jogável do jogo é também realmente pequena e nunca nos sentimos perdidos. Isso é ótimo para as primeiras playthroughs mas nas seguintes tudo se torna realmente repetitivo, mesmo com as mecânicas que descrevi acima. O jogo muda mais de acordo com a forma como atacamos os inimigos do que por causa das mudanças na personalidade dos habitantes. Se formos pouco letais na nossa abordagem e formos apanhamos, somos apenas presos numa jaula e podemos continuar o jogo, caso contrário apenas temos acesso a um game over.

Visualmente é um jogo agradável graças ao grafismo colorido, mas deixa um pouco a desejar no que toca às animações. Felizmente tem uma boa componente sonora, com boas prestações. No entanto não é de todo um jogo longo, podendo ser acabado em cerca de 30 minutos, mas os criadores acreditam que os jogadores irão jogar várias vezes, algo que infelizmente não recomendo já que o jogo pouco muda em cada vez que se joga de novo.

Tiago Roque

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