Antevisão: Rising Lords

A estratégia por turnos é um dos géneros mais acarinhados do PC, com jogos como Civilization ou Xcom a serem verdadeiras séries clássicas do género. Rising Lords não irá certamente chegar perto desse patamar mas com boas decisões pode ainda tornar-se um bom jogo do género. Infelizmente no seu estado atual não é uma boa experiência ainda. O jogo não tem nada parecido com um tutorial e à medida que fui tentando fazer alguma coisa, continuava com mais e mais questões. Rising Lords está disponível em Early Access na Steam e isso nota-se logo, com modos bloqueados, algumas opções dentro do próprio jogo também ainda não estão implementadas e faltam ajudas para os jogadores perceberem minimamente o que fazer.

Rising Lords difere um pouco do normal do género. Não é bem apenas um jogo de estratégia por turnos, utilizando uma mistura de mecânicas de jogo de estratégia por turnos, jogo de tabuleiro e jogo cartas. A temática é a da europa medieval, quando senhores feudais tinham os seus reinos e governavam os seus próprios exércitos e os seus subtitos cultivavam as suas terras e cuidavam dos rebenhos. Infelizmente os jogadores praticamente têm que adivinhar como jogar Rising Lords. Facilmente percebi que tinha que colocar os trabalhadores nos terrenos para cuidar de gado ou cultivar os campos, minar uma mina ou cortar madeira para ir ganhando recursos. Percebi também que a felicidade da população afetava a população que tinha, com o máximo possível de habitantes a ser definido pelas infraestrutura do meu reino. No entanto não concebi perceber minimamente porque razão perdia trabalhadores num determinado turno e quando tentei começar a construir um exército tudo simplesmente descanbava e começava a ter dificuldade em gerir a comida e os recursos.

Mesmo sem ter percebido exatamente como funcionam os trabalhadores que tenho disponíveis, o número de habitantes parece determinar o número de trabalhadores que temos disponíveis. Para não perdermos o controlo de tudo convém manter a população estável, já que facilmente ela cresce demasiado e nos drena a comida que temso disponível. Para aumentar a população encontrei pelo menos uma forma, aumentar a felicidade da população existente e para isso precisei de melhorar as rações que a população recebe. Podemos encontrar aqui um equilibrio com a alimentação que damos à população e os impostos que lhes cobramos. O dinheiro é necessário para construir novos edificios e para comprar os recursos que não temos nas nossas terras. Outro aspecto que entra nesta equação são as cartas que em cada turno nos dão vantagens ou desvantagens. Por exemplo uma das cartas aumenta a taxa de natalidade em 300%, o que aumenta bastante a nossa população.

Rising Lords precisa de melhorar ainda alguns aspectos técnicos. Existem alguns bugs a resolver e pequenos ajustes na UI e grafismo, mas aquilo que o jogo precisa urgentemente é de um tutorial ou sistema de hints que funcione realmente. O jogo é complexo o suficiente para que os jogadores não consigam simplesmente carregar em jogar e consigam tirar partido do jogo. No entanto o core do jogo está já presente e vendo alguns tutoriais online e videos podem conseguir aproveitar o jogo. Isso não quer dizer no entanto que eu possa recomendar o jogo exatamente como está e o meu conselho é, esperem um pouco.

Tiago Roque

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