Análise: Summer in Mara

Summer in Mara é um adorável e relaxado jogo que mistura vários conceitos como o de plantação, criação e recolha de itens e exploração, tudo enquanto me consegue lembrar e muito  The Legend of Zelda: The Wind Waker. É um jogo desprovido de combate  onde controlamos Koa, uma criança que naufragou e foi criado por uma mulher de outra espécie chamada Haku. Haku e Koa vivem numa pequena ilha que lhes dá tudo o que precisam, uma ilha que também parece cheia de mistérios apesar de podermos ir de uma ponta à outra em pouco mais de um minuto. Além desta ilha vamos poder explorar bem mais, num jogo recheado de locais bonitos, apesar de não elaborar muito a sua jogabilidade.

Se gostam de jogos que capturam a vossa imaginação, onde não podem criar tudo o que querem mas podem criar o suficiente para sentirem que uma ilha é vossa, então Summer in Mara é para vocês. O jogo consegue fazer tudo para nos deixar a sonhar, com um visual muito agradável e uma arte fantástica onde existem retratos por exemplo ou nos fundos de loading. Nas mais de 30 ilhas que vamos conhecer temos ambientes sempre diferentes, mas sempre exóticos. O jogo faz realmente juz ao nome, fazendo o jogador realmente sentir que foi de férias para um arquipélago exótico recheado de vida e personagens para conhecer.

Apesar de conhecermos novas ilhas temos de voltar sempre à linha original pois apenas na casa de Koa podemos criar itens. Quando precisamos de criar algo para uma quest por exemplo temos de voltar, mas há muito mais para fazer na ilha original. É também aqui que plantamos novas plantações, cortamos e plantamos árvores e criamos animais. As restantes ilhas podem não ter nada disto, no entanto os seus habitantes conseguem ser tanto ou mais interessantes. Os habitantes de Mara são sempre divertidos, especialmente os cerca de 20 que nos dão missões para fazer. Existe ainda uma história principal que é interessante no início e fim, mas que pelo meio se perde um pouco e parece não ir a lado nenhum.

O que me desiludiu um pouco é que o jogo nunca aprofundou muito as ideias. A exploração começa por ser realmente divertida mas rapidamente gostariamos de ter um mapa grande com todas as ilhas em vez de várias zonas separadas por norte, sul, este e oeste. As missões também não evoluem muito para além de missões de ir buscar algo, criar um item ou arranjar alguma coisa. Apesar de o jogo se manter fresco durante algum tempo não consegue evitar que após certo ponto se torne repetitivo. Pegar no barco pela primeira vez e sair da pequena ilha para um mar aberto é um momento que seja em que jogo for é sempre impressionante, no entanto passado pouco tempo estamos a saltar de ilha em ilha para entregar um item, o que em pouco tempo cansa.

Outro aspecto do jogo que poderia estar um pouco melhor é o facto de existirem várias ações que não estão logo disponíveis porque ainda não chegámos ao ponto de a receitar que cria um item necessário estar desbloqueada. Não é sempre óbvio que não podemos fazer aquilo porque ainda vamos desbloquear a receita e não porque deixámos passar algo. Isto não quer dizer que o jogo seja complicado. Longe disso, Summer in Mara é um jogo realmente simples e seja que dificuldade encontrarem será sempre ultrapassada ao continuar a jogar normalmente. O jogo é simples e suficiente para irmos jogando enquanto vemos uma série por exemplo e é até assim que é melhor jogá-lo.

Summer in Mara é um jogo super relaxante que não irá certamente agradar a todos os jogadores. O ritmo é lento e a enfase é mais na exploração, diálogo e “fetch quests” do que  no “crafting” mostrado nos trailers. Mesmo os fãs do género podem encontrar falhas em Summer in Mara tais como o controlo do barco ou a falta de variedade das quests. No entanto não pude deixar de gostar de Summer in Mara, com o grafismo adorável e ritmo de férias juntamente a localizações e personagens divertidas de explorar, num jogo com zero de frustrações.

Tiago Roque

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