Análise: Piofiore: Fated Memories

Piofiore: Fated Memories é uma visual novel acabada de chegar à Nintendo Switch e que poderia ser descrita como um thriller com a mafia como tema principal. Com todos os elementos que no vimos habituar no género Piofiore: Fated Memories promete um romance com gangsters na consola que se tem tornado sinónimo do género. Passado em 1925 numa cidade italiana na costa leste, Burlone é um destino turístico, um grande posto comercial e o lugar ideal se quiserem tráfego clandestino. No entanto, sob a superfície, o lugar está em conflito e envolto em violênciaa todos os grupo da Máfia.

Existem três grandes grupos, a família Falzone, que controla a maior parte da cidade e está lá há mais tempo, a família Visconti, que são uma ramificação da família Falzone e a família Lao-Shu, um resto da máfia chinesa formada por imigrantes. Os jogadores seguem o ponto de vista de Liliana ‘Lili’ Adornato, uma rapariga orfã que viveu na igreja durante toda a sua vida, com sua amiga de infância Elena. Um dia, quando as duas foram buscar comida para a igreja, são atacadas por bandidos do grupo Lao-Shu antes que um misterioso homem encapuzado intervenha para resgatá-las, mas não antes de Elena ficar em mau estado e ser hospitalizada. Com uma potencial guerra territorial a chegar,  a família Falzone oferece proteção e refúgio, mas parecem ter alguns motivos ocultos.

 

Piofiore: Fated Memories dá aos jogadores uma grande qualidade de informação sobre a história e todas elas são atiradas para logo de cara, mas a narrativa nunca chega a ser muito complicada. O jogo reforça repetidamente todos os factos mais simples, tornando-se fácil entender o que vai acontecendo no jogo, especialmente porque sempre que a história se complica um pouco existe um recurso de “enquanto isso” que retira a perspectiva de Lilliana para mostrar o que mais está a acontecer na história. A interface do utilizador em Piofiore: Fated Memories é muito boa e limpa, especialmente no início do jogo e nos menus. A apresentação geral do jogo é realmente boa e todo o jogo está muito bem desenhado, com um elenco repleto de personagens de aparência original e há sempre boas transições entre cenas. O áudio também é ótimo, com várias músicas de fundo cativantes.

Infelizmente, o resto do jogo é bastante básico. As personagens não são acompanhados de uma escrita elegante e tudo o resto acaba por fazer cair a motivação do jogador. Lilliana, a personagem principal, é uma personagem sem qualquer sal. Ela tem uma marca de nascença mágica que poderia sugerir algo maior mas acaba por ter um “payoff” quase inexistente. Os interesses amorosos de Lilliana não são muito melhores, já que são eles acabam por ser os responsáveis ​​por sequestrá-la ou mantê-la como refém por longos períodos de jogo. Mas aquilo que acaba por sacrificar realmente a história é uma verdadeira ausência de rumo do início ao fim do jogo.

Piofiore: Fated Memories que tem componentes técnicas realmente boas para o género em que se enquadra, no entanto o aspeto mais importante de uma visual novel é a história e nesse aspeto o jogo acaba por ser uma decepção..

Tiago Roque

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