Análise: Re: Turn – One Way Trip

Re: Turn – One Way Trip pode parecer um título de terror  mas é na verdade um jogo de aventura. A história consegue manter o interesse do jogador quase durante toda a sua duração, apesar de deixar algumas questões por responder. É um jogo visualmente interessante com puzzles inteligentes e que irá agradar aos fãs de aventura mais habituados a point and click. Re: Turn – One Way Trip apresenta personagens japoneses inspiradas em anime, apesar dos seus criadores não serem japoneses. O jogo conta a história de Saki, que vai numa viagem pela floresta com quatro dos seus amigos mas uma discussão começa entre eles e um deles foge, deixando Saki e mais um dos amigos para trás a dormir enquanto os outros procuram por ele. Quando Saki acorda, todos despareceram e ela vai procurá-los e descobre um velho comboio destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Este não é um comboionormal e fantasmas aparecem e Saki começa a viajar no tempo para a última viagem do comboio, aprendendo sobre vários dos passageiros ao longo do caminho. A escrita é realmente boa, mesmo que as coisas não façam muito sentido e o diálogo nem sempre tem a mesma qualidade.

 

Re: Turn – One Way Trip é um jogo de aventura 2D, estando o jogador limitado a andar para a esquerda e para a direita em todo o comboio e na área à volta enquanto recolhe itens e resolve puzzles. Saki pode guardar tudo o que encontrar e pode usar itens em locais específicos para progredir. Os itens não podem ser combinados, algo que normalmente faz parte da jogabilidade do género. Também há muitas notas e páginas para encontrar que nos dão dicas de como resolver os vários puzzles do jogo. Mas quando não sabemos como progredir, normalmente simplesmente clicamos com tudo o que for interativo até encontrar um novo item ou algo que progrida a história.

Em termos de jogabilidade tudo é mais ou menos linear, apenas com um problema. É apenas um problema mas acaba por ser frustrante e grave. Por vezes temos de fugir de inimigos e o jogo tem muita dificuldade em manter movimento entre ecrã. Quando precisamos de fugir precisamos de ter atenção à troca de ecrãs ou podemos ficar parados à espera de morrer. Também há momentos em que precisamos de pressionar um botão para um evento de tempo rápido ou Saki morre, mas esses são realmente fáceis e de resto o jogo funciona bastante bem. Há um outro problema com Re: Turn – One Way Trip qu é que simplesmente não há muito espaço. O comboio é dividido em duas partes e caminhamos lentamente para a frente e para trás entre as seções e os puzzles tendem a prender o jogador em áreas pelas quais já passou antes, só que desta vez com algo novo para fazer. É um pouco aborrecido mas os puzzles são realmente bons.

Visualmente, Re: Turn – One Way Trip é excelente, num estilo pixel art agradável e com planos de fundo detalhados e cheios de personalidade. Para um jogo que mistura aventura com terror Re: Turn – One Way Trip não é muito assustador. No entanto, existem alguns momentos desconfortáveis ​​aqui e ali.

No geral, Re: Turn – One Way Trip é um jogo divertido que podemos acabar em 5 a 6 horas. Os fãs de jogos de aventura que procuram algo curto e diferente irão conseguir encontrar isso aqui.

Tiago Roque

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