Análise: The Falconeer

The Falconeer é um jogo criado essencialmente por um homem apenas, Tomas Sala, algo que poderia indicar componentes do jogo muito modestas, mas surpreendentemente é um jogo competente em todas as suas vertentes. O facto de ser um jogo criado por apenas uma pessoa, além de não ter qualquer impacto na sua qualidade, também proporcionou que The Falconeer fosse uma experiência muito focada e pessoal e uma surpresa bastante agradável para todos os que o jogarem.

Tendo em conta o seu desenvolvimento, os visuais são impressionantes e a premissa distinta e coerente. Este é um jogo de combate aéreo em mundo aberto, no qual voamos ao redor de um planeta montado em pássaros gigantes. Ao nosso dispor temos um vasto oceano para explorar onde a população se concentra em ilhas rochosas e a pirataria é abundante. O jogo começa com um tutorial superficial que nos apresenta o sistema de controlos bastante simples. Além da jogabilidade base de movimento, descobrimos que podemos voar em tempestades para aumentar as nossas armas e que mergulhar em direção ao oceano acelera e recarrega a energia. Infelizmente a dificuldade do tutorial não nos preparaadequadamente nem para a primeira missão.

Também recebemos um parceiro controlado pela IA, mas inicialmente parece que são necessários muitos ataques para eliminar inimigos. O combate demora algum tempo a dominar e reduzir o nível de dificuldade para fácil dá-nos o tempo necessário para nos familiarizarmos com o combate. Este é também um jogo altamente gratificante quando quando finalmente conseguimos vencer um tiroteio. Após o início difícil, The Falconeer realmente começa a tornar-se realmente bom. Os visuais podem ser impressionantes às vezes e a estrutura de missões do jogo faz-nos querer mais e explorar cada ilha, já que precisamos do dinheiro das missões para melhorar as nossas aves.

The Falconeer leva-nos para um mundo estranho, mas cativante. É um daqueles em que eu gabo os gráficos e posso ser mal interpretado. Obviamente não temos aqui um jogo que irá levar ao extremo o vosso PC de última geração, mas é um jogo realmente bonito e impressionante quando temos em consideração que foi feito por uma pessoa apenas. Talvez tivesse sido melhor gastar um pouco mais de tempo a pensar num tutorial mais elaborado ou numa dificuldade que fosse crescendo de forma mais suave em vez de lançar o jogador aos lobos com tanta rapidez, no entanto não deixa de ser um jogo muito interessante que os fãs de jogos de combates aéreos irão adorar.

 

Tiago Roque

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