Análise: The Unexpected Quest

The Unexpected Quest é um RTS, Real Time Strategy, da Rionix que promete trazer alguma simplicidade de volta ao género. Deixando para trás muitos dos sistemas complexos que têm marcado os mais significantes lançamentos do género dos últimos anos, este é um jogo que promete ser ideal para jogadores que queiram jogar o seu primeiro jogo do género e que esse primeiro impacto seja mais suave do que seria se saltassem de cabeça para Civilization por exemplo. Obviamente isto também significa que o jogo oferece muito menos retorno que a maioria da concorrência.

Em The Unexpected Quest, os jogadores assumem o papel de um grupo de anões que partem numa grande aventura por um mundo de fantasia. Ao reunir recursos e ajudar outras personagens com tarefas simples, os anões passam de pequenas aldeias à construção de cidades onde podem recrutar valentes guerreiros para as proteger. O jogo apresente-se como um RTS, mas parte da jogabilidade assemelha-se bem mais a um jogo de aventura point-and-click do que a um RTS moderno. O verdadeiro desafio aqui não é memorizar estatísticas ou pensar em grandes movimentos táticos, mas sim encontrar e combinar os recursos certos para resolver os problemas da missão que estamos a tentar completar.

Toda a experiência de The Unexpected Quest é muito simples e intuitiva, com uma interface fácil de entender e utilizar, assim como unidades inteligentes que não precisam de constante atenção. Infelizmente, isso também significa que uma parte considerável do jogo parece desenrola-se simplesmente sozinha. O combate mistura um pouco as coisas, já que ocasionalmente temos que gerir itens ofensivos e defensivos enquanto as nossas unidades atacam, mas mesmo assim, não podemos selecionar unidades individuais para as comandar. Tudo é resolvido automaticamente, e a única penalidade real por cometer um erro é esperar que os recursos reaparecem.

No entanto, The Unexpected Quest é visualmente agradável, o que ajuda muito a manter as coisas divertidas, apesar da repetitividade. É o estilo de arte divertido e o design das personagens que elevam um pouco o jogo já que o grafismo em si é completamente datado, algo que se torna mais do que evidente quando temos algumas cutscenes que aproximam as coisas um pouco. A música também é bastante agradável, mas não tem nada memorável. O jogo parece um pouco confuso em relação aos seus próprios objetivos. A experiência assemelha-se a um jogo móvel, deixando os jogadores frustrados com os níveis excessivamente longos e que lembram um tutorial sem fim. Isso não quer dizer que não haja diversão aqui, mas os criadores de The Unexpected Quest deveriam ter-se concentrado em mapas menores para tornar a jogabilidade elementar mais fácil de digerir.

The Unexpected Quest não é um mau jogo e que completar as tarefas e adquirir recursos pode ser divertido, no entanto é incrivelmente difícil justificar o preço quando se considera a duração curta e os elementos repetitivos do jogo.

Tiago Roque

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