Análise: Taxi Chaos

Taxi Chaos é um sucessor espiritual de Crazy Taxi, um verdadeiro clássico da SEGA e muito ligado à sua última consola. Taxi Chaos já aqui foi analisado, no entanto foi uma das duas análises que infelizmente perdemos no incêndio da OVH e vou tentar reescrever. Quem chegou a ler a análise original antes de desaparecer irá lembrar-se que apesar de gostar de muita coisa de Taxi Chaos, a opinião geral com que fiquei do jogo não foi a mais positiva, especialmente por causa da falta de conteúdo e algumas decisões feitas no desenvolvimento.

Tal como Crazy Taxi o objetivo do jogo é transportar o máximo de clientes até aos seu destino e conseguir uma pontuação o mais alta possível. Quanto mais rápido chegarmos e quantos mais “truques” fizermos pela viagem maior será a pontuação, mas também mais tempo teremos para continuar a jogar. Um dos aspetos que não posso deixar de referir e que para mim é um dos principais problemas do jogo é a escolha dos seus criadores em terem colocado dois cronómetros no jogo.

Tal como em Crazy Taxi, Taxi Chaos é essencialmente um jogo arcade onde jogamos contra o tempo. Existem três modos de jogo, mas além da jogabilidade nada mudar, o objetivo geral também não muda muito. A diferença é que aqui temos de ter em atenção o tempo para fazer a entrega e o tempo total do jogo. Enquanto que o tempo da entrega irá ser recarregado com cada serviço e tendo em conta a distância, o tempo total vai sendo recarregado ligeiramente com cada entrega, mas a realidade é que a quantidade de tempo que recebemos como extra é muito pequena. Limitar o tempo de jogo não é um problema, mas mais vezes do que seria desejável vamos ficar com entregas a meio porque conseguimos chegar a um cliente mas já não temos tempo total para gastar. Isto faz com que seja difícil de perceber para que servem os últimos 10 segundos por exemplo, quando estamos sem clientes, já que o tempo total não irá aumentar o suficiente para fazer o que quer que seja.

Além do modo arcade normal, temos dois outros modos mas poucas alterações há à formula. No modo profissional não há nenhuma alteração com a excepção da seta que nos ajuda a encontrar os destinos dos clientes. Isto torna o jogo muito mais complicado mas não muda em nada a fórmula. O outro modo é um modo livre, em que podemos fazer os serviços sem termos que nos preocupar com um tempo total. Isto poderia ser ótimo para explorar o mapa do jogo, mas também é neste modo que conseguimos ver o deserto que é o mapa.

Apesar de ser bastante colorido, o mapa do jogo é pequeno e não há grande personalidade no mapa. Além de tentar imitar aquilo que Crazy Taxi fez antes, não há nada de muito original com Taxi Chaos. Visualmente é agradável, mas não há aqui nada que Crazy Taxi não fizesse melhor. A banda sonora do jogo da SEGA é melhor, o mapa é melhor e até a jogabilidade é melhor. Com tudo isto em conta é difícil não recomendar que simplesmente joguem Crazy Taxi.

Tiago Roque

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