Análise: Chivalry 2

O primeiro Chivalry foi durante algumas semanas o meu jogo favorito. Com uma jogabilidade fenomenal e grande quantidade de jogadores que facilitavam os tempos de matchmaking, o jogo refinou a fórmula dos jogos de combate medieval e apesar de não ser um jogo muito elaborado em termos de progressão por exemplo, era um jogo onde facilmente gastávamos horas e horas. Pode não parecer, mas podemos facilmente descrever Chivalry como uma espécie de Call of Duty com armas da idade média e tem o mesmo “poder” de “só mais um round”.

Chivalry 2 é um jogo com valores de produção muito bons, mas com muito pouca substância. Visualmente é ótimo e a jogabilidade é suave, apesar de ter algumas falhas. O potencial do jogo é vasto e a comunidade é consideravelmente grande, pelo que podem ter a certeza que não irão encontrar salas vazias nos próximos anos. Isto é ainda mais importante e interessante se tivermos em consideração que o jogo saiu apenas ainda na Epic Store e apenas irá crescer mais quando finalmente chegar à Steam.

Chivalry 2 tem potencial para ser muito divertido, com modos de jogo que envolvem por exemplo queimar e saquear uma vila, cercar um castelo e matar o Duque ou simplesmente matar todos os soldados de outra cor. O problema dos modos de jogo é que são de tal forma difíceis de manter que a maior parte dos jogadores irão ignorar os objetivos e preocupar-se com cortar cabeças. Os modos podem na mesma ser divertidos, mas como a maioria dos jogadores ignora por completo os objetivos, o jogo reverte quase sempre para uma espécie de Death Match com as duas equipas a procurar o máximo de mortes em vez de qualquer pensamento no objetivo. Além disso os mapas do jogo também não oferecem grande variedade neste aspeto. A maioria são mapas planos e sem grandes possibilidades para pensamento estratégico e como utilizar o ambiente a nosso favor.

O combate em si é o ponto mais forte do jogo. Chivalry 2 é um jogo de combate na primeira pessoa e no geral o combate é rápido e relativamente fácil de aprender, no entanto é muito difícil de dominar. O tutorial inicial é extenso e consegue ensinar ao jogador tudo o que ele precisa de saber, mas saber o que fazer e efectivamente conseguir fazer o que quer são coisas bastante diferentes. Os movimentos não são muitos, podemos bloquear, ripostar ou simplesmente contra-atacar, mas dominar os timings e os movimentos que temos que fazer com o rato para bloquear ou atacar com sucesso demoram muito tempo a dominar. Mas este é também um jogo onde com o tempo vamos sentindo que estamos realmente a progredir, não porque temos uma arma ou fato novo, mas porque sentimos que estamos realmente a jogar melhor.

O equipamento à nossa disposição é muito e vai desde espadas, lanças, escudos e até podem escolher a classe arqueiro e ser aquele inimigo que todos odeiam. Não posso dizer que não seja a unidade que todos odeiam, mas não é uma unidade que vos irá dar a vantagem universalmente, porque ficam limitados no combate a curta distância. Mas dado que a única forma de bloquear flechas é com um escudo, pode ser realmente frustrante estar a um ataque de acabar com um inimigo e levar com uma flecha entre os olhos. Com tudo aquilo que faz bem e apesar de se parecer realmente com aquilo que deveria ser combater de armadura, o combate não nos deixa a sentir poderosos. Há qualquer coisa no combate que não é tão gratificante como eu gostaria. Talvez seja realista, mas falta algo que nos faça sentir poder no ataque, mesmo que não seja realista.

Chivalry 2 é um bom jogo, talvez o melhor dentro do seu género e com muita margem para crescer. Neste momento apenas o podem jogar na Epic Store e chegará daqui a um ano nas restantes plataformas e talvez nessa altura tudo tenha crescido um pouco, mas neste momento já podem cortar cabeças em honra a ganhar moedas para costumização.

Tiago Roque

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