Análise: Jupiter Hell

Jupiter Hell saiu finalmente de Early Access e podemos finalmente ver a visão final de um jogo que promete ser o sucessor espiritual do DOOM original. Podem estar a pensar, wow, mais um FPS inspirado em DOOM. Mas Jupiter Hell é na verdade um roguelite com combate por turnos, portanto pode ser que os seus criadores estejam a utilizar a inspiração da forma correta, tirando inspiração mas fazendo um jogo bastante diferente.

Lendo a página do jogo na Steam vemos que o jogo iniciou a sua história à 20 anos e não sei se fique impressionado ou não. 20 anos é demasiado tempo para um projeto, mas aquilo que vejo não mostra nenhum dos sinais de isso ter realmente acontecido, portanto vou assumir que apenas nos últimos anos fizeram realmente algum desenvolvimento. Retirando todos os menus, abundância de habilidades e fluência geral de outros títulos do género, Jupiter Hell lança-nos na ação sem praticamente nada, dando-nos apenas a liberdade para libertar carnificina.

O combate de Jupiter Hell é por turnos, mas quase não notamos isso já que a cada movimento que fazemos, os inimigos também se movem. Se parar-mos temos a opção de fazer um balanço e pleanr o nosso próximo movimento. Existem três classes para escolher antes de iniciar cada corrida e cada uma delas tem alguns traços distintos. Primeiro temos o Marine, que começa com um med-kit e pode utilizar adrenalina para um pequeno buff. Depois temos o scout que tem um escudo e começa com um revolver e por fim temos o technician que pode criar barreiras de fumo e começa com ferramentas. Como em todos os roguelikes vamos andar de área em área e a subir de nível, o que desbloqueia novos perks.

Não é de todo um jogo fácil, mas é muito gratificante. Existem uma imensidão de armas para encontrar, de todos os tamanhos e formatos. A jogabilidade Jupiter Hell é fácil de dominar e oferece horas de diversão. As luas de Júpiter são geradas de forma processual, o que significa que cada jogo é diferente.Seja qual for o desafio, sempre parece novo. O objetivo é ir cada vez mais longe, encontrando o elevador e fugindo. Às vezes, falta energia e precisamos de encontrar um terminal para ligá-la novamente.

Visualmente, Jupiter Hell procura muito a estética dos shooters dos anos 90, mas a jogabilidade é moderna e rápida. A banda sonora baseada em metal é ótima e acenta perfeitamente na experiência e ambiente do jogo. A atmosfera é tensa, como tem que ser, já que a jogabilidade também o é. É interessante ver que os criadores do jogo fizeram um esforço enorme em simplificar o máximo possível porque não há espaço para distrações em Jupiter Hell.

Jupiter Hell é um emocionante roguelike por turnos, onde a morte permanente está em cada esquina. A jogabilidade é divertida e fácil de aprender e os visuais ótimos. Se gostam do género, Jupiter Hell pode ter estado muito tempo em produção, mas é moderno e inovador.

Tiago Roque

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