Análise: Blair Witch VR

Blair Witch é um dos filmes mais assustadores de sempre, especialmente se pensarmos que praticamente nada acontece durante todo o filme. Os criadores de Layers of Fear criaram um jogo inspirado no filme que recebe agora uma versão VR, que promete ser ainda mais assustadora. Apesar do jogo se chamar simplesmente Blair Witch, este não está diretamente ligadoao filme, ocorrendo antes no mesmo universo.

Em Blair Witch VR, o jogador assume o papel de Ellis, uma ex-policia com um passado conturbado que se junta a um grupo de busca em busca de um rapaz que desapareceu na Floresta Black Hills. O jogo passa-se no ano 1996, o que explica a falta de muita tecnologia moderna. É um jogo de terror psicológico assustador com um ritmo lento, um pouco como o filme e que faz um excelente trabalho em transportar a sua atmosfera para um jogo.

Se jogaram a versão não VR, não há realmente nada de novo em termos de história e conteúdo, mas a forma como jogamos transforma o jogo. Apenas damos conta que originalmente o jogo não era VR quando temos cutscenes e se perde um pouco a imersão, mas no geral o jogo fica melhor por ser VR. Os sustos são sólidos, com uma boa quantidade de “jump scares”, mas no geral é um jogo lento e atmosférico. Não posso deixar de dar o aviso de que este jogo, especialmente em VR, não é para todos.

Este não é um jogo de terror de ação, portanto não há grande quebra ao ritmo lento do jogo e a grande maioria do jogo resume-se a caminhar e tentarmos não nos perder. Assim como a versão não VR, Blair Witch VR tem cerca de seis horas de duração, mas podem demorar mais se ficarem presos ou se realmente gostarem de explorar a floresta, que é bastante detalhada e bonita de se olhar.

Blair Witch VR é muito bom e consegue ser melhor do que a versão normal. Aquilo que sinto ser estranho é que se continue essencialmente a vender o jogo duas vezes. O jogo base deveria dar acesso ao jogo VR, mas quando o dinheiro entra na equação não vale muito a pena reclamar muito.

Tiago Roque

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