Hope in the City começa com o dia a dia de uma estudante na China. Hope é inteligente. Também é sarcástica. Ela lida com os problemas normais dos jovens. Até tem de ouvir as discussões dos pais a toda a hora. O tom muda logo quando ela chega a casa. O cenário está todo virado do avesso. Os pais desapareceram. O jogo parecia uma história de escola. Mas passa a ser uma investigação policial muito rápida.
Jogabilidade
A forma como Hope mexe nas pistas é a melhor parte de todas. O jogo não serve só para apanhar coisas do chão. O foco está na cabeça da rapariga. Hope cria pensamentos. Esses pensamentos ficam guardados no menu como pistas que não se podem tocar.
O jogador tem de escolher e juntar estes pensamentos. É assim que nascem as novas ideias. Estas ideias transformam-se em descobertas. As descobertas abrem novas falas com as pessoas. Também dão passagem para novas zonas. Esta mecânica é muito boa. Faz o jogador sentir que está a pensar de verdade. Não é só clicar no ecrã à toa até dar alguma coisa.
O jogo é um apontar e clicar tradicional. Os controlos funcionam bem com o rato. Também funcionam bem com o comando. É fácil andar pelas ruas. É fácil ver os interiores. Hope tem de ver tudo para saber onde estão os pais.

Mundo e história
A cidade na China é diferente. Ajuda a separar este jogo de outros mistérios parecidos. Primeiro compramos um chá de bolhas na rua. Logo a seguir vemos a casa toda partida. Depois há um acidente de carro muito estranho na rua. A transição funciona muito bem. A história agarra o jogador num instante. O drama de uma jovem passa a ser um mistério policial que dá muita curiosidade.
Grafismo
O visual é muito limpo. Ajuda a criar um clima cheio de mistério. Os cenários mostram as ruas da cidade e o interior das casas. Têm pormenores suficientes para dar vida à história. Mas não distraem o jogador das pistas que importam.

Som
A música e os sons fazem o seu trabalho. Mostram a mudança entre a escola normal e a tensão de investigar o crime. Ajudam a segurar o mistério que a história precisa de ter.
Conclusão
Hope in the City é ótimo para quem gosta de histórias e de jogos de aventura. É muito bom para quem quer pensar na investigação. Não serve para quem quer acção rápida. Também não serve para quem quer puzzles de mexer em coisas. O sistema de juntar pensamentos é o que brilha mais. Deixa uma promessa muito boa para o jogo final.

