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Análise: Dig Raiders: Anomaly Extraction

Dig Raiders: Anomaly Extraction deixa-nos com dúvidas logo no início. Quem desenhou o jogo tomou decisões estranhas. O jogo atira-nos para um ciclo de escavação. Temos de recolher recursos para pagar uma dívida enorme. No papel, a ideia é boa. Explorar o subsolo e apanhar tecnologia de extraterrestres parece óptimo para começar uma aventura. Na prática, o caso muda de figura. A experiência passa a ser um teste para a nossa paciência.

Jogabilidade

O ciclo básico é simples. Escavamos, enchemos a mochila com minério e voltamos à superfície para vender tudo. Com o dinheiro, compramos melhorias para a picareta. Também aumentamos o espaço de carga. Ou compramos habilidades a um médico da peste muito suspeito. Esta parte inicial funciona bem. O problema é que a parte técnica falha muito. Há falhas graves de colisão. Para apanhar um objecto ou mexer numa máquina, temos de estar na posição exacta ao milímetro. Isto corta o ritmo do jogo.

O lado mais parvo e interessante do jogo é a forma como lidamos com os extraterrestres. Podemos apanhar o ADN de três espécies diferentes. Depois, damos-lhes os destinos mais parvos. Podemos pôr os bichos a trabalhar até morrerem. Ou podemos fechá-los num cubo de transmissão ao vivo. Ali, eles dançam para dar espectáculo ao público. Este lado cruel e cómico dá alguma piada ao jogo. Mesmo assim, não chega para salvar o jogo dos seus próprios erros.

O pior acontece quando chegamos aos 100 metros de profundidade. O jogo não nos deixa avançar de forma normal. Em vez disso, põe uma barreira artificial e parva no nosso caminho. Somos obrigados a andar por um labirinto muito secante para achar três chaves. Esta parte estraga o ritmo todo. O jogo era sobre escavar. Agora, passa a ser uma caminhada chata por corredores todos iguais. Não tem piada nenhuma.

Mundo e história

O mundo vive de piadas parvas. Isso nota-se nos pequenos detalhes. As pilhas de energia dos extraterrestres parecem um pato assado. As galinhas correm pelo cenário e reagem de forma muito estranha. Mas falta contexto a esta parvoíce toda. O jogo mostra piadas visuais, mas não cria um mundo com pés e cabeça para as segurar. Fica a ideia de que as piadas servem só para disfarçar. A história não tem profundidade nenhuma.

Grafismo

Na parte visual, os bonecos mexem-se bem. O jogo parece limpo à superfície. Mas essa boa ideia desaparece depressa. Nota-se muito que usaram bonecos e cenários já feitos com poucas mudanças. O melhor exemplo é o fato de galinha. Puseram-lhe uma cabeleira parva para parecer diferente. O desenho dos cenários debaixo da terra fica igual e repetitivo em poucos minutos.

Som

O som é tão caótico como o resto do jogo. O que salta mais à vista são os barulhos que não se esperam. Ouvimos o famoso grito de Wilhelm quando batemos numa galinha. Tem piada no início, mas cansa muito depressa. O resto do som tem pouca qualidade. Há cortes brutos nos barulhos dos animais. O som da picareta a bater repete-se vezes a mais.

Conclusão

Dig Raiders: Anomaly Extraction parece um jogo que não está acabado. Saiu para as lojas antes do tempo. Este lançamento segue o caminho habitual do estúdio. Eles são conhecidos por lançar jogos sem estarem prontos. Para quem joga sozinho, o jogo é muito lento. É repetitivo e irrita por causa das barreiras para avançar. O jogo só dá para rir se for jogado com amigos online. Aí, a parvoíce partilhada ajuda a esquecer as falhas técnicas. Fora disso, é muito difícil recomendar este jogo.

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