Análises

Análise: Dream Cage

Robert tem 50 anos. Ele sofre de insónias e terrores na noite. O jogo começa num apartamento escuro. Não há qualquer explicação. Dream Cage não perde tempo com introduções. Também não tem vídeos para explicar a história. O jogo atira o jogador para dentro de casa. A missão parece simples na teoria. Temos de encontrar uma câmara de vídeo e pilhas. Mas na prática isto é muito irritante. Não há contexto nenhum no início. Isso serve para criar mistério. Mas não há pistas claras. Esta falta de pistas pode afastar quem tem menos paciência logo no início.

Jogabilidade

O jogador tem de sobreviver durante cinco noites. Para isso, tem de encontrar anomalias com a lente da câmara. Há mais de 25 fenómenos diferentes pelo apartamento. O jogo não cansa o jogador com sustos fáceis. Muitas vezes, o terror vem de pormenores pequenos. Um quadro muda de sítio. Um objecto aparece do nada. As noites vão passando. As anomalias ficam mais agressivas. O apartamento começa a mudar de forma. Aparecem monstros estranhos que caçam o jogador.

Cada noite tem um monstro diferente. Estas criaturas parecem pedaços da mente de Robert. Elas têm comportamentos e visuais muito estranhos. Isso funciona muito bem. O problema está nas tarefas repetitivas. Estas tarefas quebram o ritmo do jogo. O jogador tem de procurar pilhas a toda a hora para a câmara funcionar. Também tem de procurar comprimidos para a sanidade de Robert. Isto vira uma rotina seca muito depressa. Esta gestão de recursos parece que não faz falta. Ela tira a força ao medo que o cenário consegue criar.

Mundo e história

A história mostra a linha fina entre a cabeça de Robert e a realidade. O jogo usa relatos reais de quem tem estas doenças do sono. As peças começam a encaixar depois. Aí a história mostra que é interessante e muito escura. O apartamento parece um sítio vivo. Sentimos que é um espaço real e habitado. O espaço vai ficando mais destruído ao mesmo tempo que a mente de Robert se estraga.

Grafismo

A luz no apartamento é excelente. A cozinha e a casa de banho são sítios normais. Mas eles ficam muito perigosos quando a luz falha. Ficam piores quando as anomalias aparecem. O visual dos monstros que nos caçam é muito feio e assustador. Isto ajuda a mostrar que são monstros criados por um cérebro muito cansado e doente.

Som

O som é muito importante para criar medo. Há barulhos que não têm explicação. Há madeira a ranger. A música é calma mas pesa muito no ambiente. O jogador fica sempre em alerta. Por causa do som, qualquer passo no apartamento parece um perigo. Isto obriga a parar muitas vezes. Paramos só para perceber de onde vem um sussurro ou um passo.

Conclusão

Dream Cage é bom para quem gosta de terror na mente. É bom para quem gosta de caçar anomalias. Mas é preciso ter paciência para passar o início confuso. O jogo não serve para quem odeia apanhar pilhas e remédios a toda a hora. Também não serve para quem quer tarefas claras logo no primeiro segundo. O jogo é muito bom no ambiente. O design dos monstros também é óptimo. Isto é verdade mesmo com as tarefas chatas a tentar estragar o jogo.

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