Análises

Análise: Infinity: HexaDome Tactics

Ganhar a um adversário no HexaDome só com a cabeça sabe muito bem. A parte estratégica do jogo é boa e firme. Os combates na arena criam uma tensão que não para. O jogador tem de escolher entre bater nos rivais ou ficar no ponto de controlo. O problema vem depois. A boa táctica leva uma pancada por causa de escolhas esquisitas no jogo. E há uma falta de controlo grande por causa da sorte nas cartas.

Jogabilidade

Tudo roda em volta de combates tácticos de quatro contra quatro. A forma de somar pontos obriga a uma luta sem parar. Ganha quem fizer dois pontos primeiro. Para isso tem de mandar nos pontos de controlo no meio da arena. Isto obriga as pessoas a baterem-se logo nos primeiros turnos.

As doze personagens da lista jogam de formas muito diferentes. A Valkyrie é uma força bruta. Serve para prender os inimigos e empurrar gente para fora do ponto. Já a Laxmee fica no suporte e estraga as jogadas dos outros. A rapidez da Gata e o tiro longe do Major Lunah mostram o cuidado que puseram em cada peça da equipa.

Cada turno dá duas acções. Servem para andar, atacar ou usar poderes. Parece um jogo fácil de entender. Onde a coisa começa a falhar é na dependência das cartas de táctica. Estas cartas não gastam pontos de acção. Elas dão ajudas muito grandes. Mas a forma como saem da mão é pura sorte.

O baralho é feito ao calhas. Se não saírem cartas para tirar maus efeitos, a equipa sofre. O adversário pode meter imobilizações seguidas sem haver forma de responder. A sensação de perder certos jogos não vem de um erro teu. Vem de ter saído uma mão má de cartas enquanto o outro lado recebe tudo o que há de melhor.

O modo para jogar contra outras pessoas é o centro de tudo. Mas também há desafios que vão ficando mais difíceis. E há jogos contra robôs para treinar o que fazer. Ainda assim, a lista de coisas para mudar e o total de conteúdo é curto para este tipo de jogo.

Mundo e história

A história principal serve só de guia leve. É para mostrar as regras da arena a quem chega. A conversa fala de uma ameaça ao torneio HexaDome. Mas é só uma desculpa para pôr o jogador a fazer partidas contra o computador.

Esta parte usa cenas paradas como uma banda desenhada no ecrã. Há escolhas fáceis no diálogo. O resultado final é muito simples. Não dá quase nada de novo ao mundo da série.

Grafismo

Os bonecos a três dimensões e os seus movimentos têm muita força. Cumprem bem o papel na altura de lutar na arena. As próprias cartas de táctica têm desenhos bons. Ficam bem no estilo do jogo.

A diferença grande está na parte da história. A equipa usou ferramentas de inteligência artificial para fazer a arte parada. O aspecto fica fraco. Não combina com o resto do jogo. Se tivessem usado os bonecos do combate em 3D ficava tudo muito melhor.

Som

O som faz o trabalho normal. Serve para dar ritmo às lutas na arena. Só salta à vista o uso de vozes feitas por computador. Acontece nas falas de quem relata os combates.

Conclusão

O HexaDome Tactics tem uma base de combate divertida. As personagens estão muito bem pensadas nas suas regras. Mas a sorte das cartas pesa muito. Além disso, puseram logo bonecos pagos para jogar. Isto pode afastar as pessoas num jogo que já tem pouca gente.

Dá para quem quer combates rápidos e focados em jogar contra outros. E para quem gosta do mundo do Infinity. Para quem quer histórias longas para jogar sozinho não serve. Ou para quem quer controlo total da estratégia sem cartas ao calhas no meio.

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