Análises

Análise: Star Valor

A melhor sensação em Star Valor vem no momento em que mudamos uma peça na nave. Sentimos a diferença logo no espaço. Subir de nível não é só ver números a crescer num menu. Juntar créditos para comprar equipamento novo também não. O comportamento da nave muda mesmo. A escala de poder funciona assim. Por isso, dá vontade de continuar a voar pelo espaço.

Este é um jogo de explorar o espaço e fazer comércio. Tem muita acção e não perde tempo com conversas. A entrada no mundo é rápida. Ficamos logo a tomar decisões sobre como ganhar a vida entre as estrelas.

Jogabilidade

O centro do jogo é construir e gerir a nave. Há muitas opções para equipar o nosso veículo. Há armas de vários tipos e há sistemas internos. Depois passamos para naves maiores. Aí o espaço para pôr peças novas cresce. Isso permite fazer combinações mais complexas.

No início, a nave parece pesada. Custa a virar e o controlo é lento. Por causa disso, o combate inicial é um pouco mau. Para resolver isso, temos de pôr módulos certos. Um giroscópio ajuda muito. É algo que faz falta para quem quer caçar piratas. Temos de ajustar a nave para corrigir os erros da pilotagem. Isso mostra que as estatísticas estão bem feitas.

Há vários caminhos para juntar os recursos destas melhorias. Podemos partir asteróides para tirar minério. Podemos apanhar lixo no espaço. Dá para fazer comércio entre estações ou criar as nossas armas. A exploração do mapa faz-se por portões de salto. Também dá para usar o motor de dobra. Assim viajamos entre zonas de várias facções. É preciso ter cuidado com a reputação. Se for má, as estações dão-nos tiros quando tentamos entrar.

O maior problema do jogo são as missões secundárias. O trabalho que as estações dão fica repetido muito cedo. Fica tudo numa rotina que já se espera. O entusiasmo só volta quando a nave tem força para matar chefes no espaço. Mas até lá chegar, o trabalho normal pode demorar muito tempo.

Mundo e história

A história serve só para dar um começo. Depois desaparece muito cedo. Tudo começa com um treino curto. Nós e um colega achamos uma peça de tecnologia muito boa. Toda a gente quer essa peça. Fugimos de um perigo e depois escolhemos o futuro. Tudo depende do que fazemos a esse objecto.

Podemos jogar como independentes e receber uma nave sem grupo. Podemos ir para os comerciantes. Nesse caso recebemos uma nave de carga e ficamos amigos do Sindicato. A outra opção é dar o material aos mineiros. Depois de escolher o caminho, o colega vai connosco um bocado. Depois disso ficamos sozinhos pelo espaço.

Grafismo

O jogo é a duas dimensões e vê-se de cima. Mas usa modelos feitos a três dimensões. As luzes estão bem feitas. As estações no espaço têm muitos pormenores no desenho.

As luzes dos combates são boas. Os tiros de laser ficam bem. O impacto nos escudos e as explosões dos mísseis dão muita cor às lutas no meio do nada.

Som

O som faz o seu trabalho. Não tenta ser o centro das atenções enquanto jogamos. Não havendo nenhum elemento que se destaque, aos poucos o som vai-se tornando pouco mais do que ruido de fundo.

Conclusão

Star Valor funciona muito bem para quem quer um RPG no espaço. O foco está em subir a nave, fazer comércio e apanhar recursos. Não faz mal não haver uma grande história. Não serve para quem precisa de missões variadas. Também não serve para quem quer histórias cheias de texto. O grande ponto do jogo é fazer-nos sentir cada peça nova na nave. Isso faz a viagem valer a pena.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *